O Cruzeiro não conseguiu superar a Chapecoense na partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil de 2026. Em jogo realizado na Arena Condá, em Chapecó, a equipe mineira ficou no 0 a 0, em um resultado que mantém a decisão da vaga totalmente em aberto para o duelo de volta, em seus domínios.
O zagueiro Fabrício Bruno, um dos líderes do elenco celeste, não escondeu a insatisfação com o gramado sintético do estádio catarinense. Para o defensor, a superfície artificial dificulta a prática do futebol e representa um risco à saúde dos atletas.
Fabrício Bruno critica gramado sintético
“O campo em si atrapalha um pouco. Eu já cansei de falar isso. Acho que é desumano a gente jogar nesse tipo de campo, ainda mais o nosso, que é um time, não só o nosso, mas também o futebol é um esporte tão intenso. E acaba que isso, a nível de saúde, é uma coisa não tão legal para a nossa saúde esportiva e física”, afirmou o zagueiro, em entrevista após a partida.
A Arena Condá é um dos cinco estádios com piso artificial entre os clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro. A Chapecoense adotou esse tipo de gramado no ano passado, quando ainda jogava a Série B, e o manteve após o acesso à elite. O tema gera debate constante no futebol nacional, com defensores apontando a maior frequência de jogos e a resistência do piso, e críticos, como Fabrício Bruno, destacando o impacto físico nas articulações e na recuperação dos atletas.
Atuação abaixo do esperado e cansaço
Além das condições do campo, o zagueiro reconheceu que o Cruzeiro não apresentou uma boa atuação. A equipe teve dificuldades para criar chances claras de gol e esbarrou na marcação da Chapecoense. Fabrício Bruno atribuiu parte do desempenho ao desgaste físico do time.
“Eu lembrei de uma frase que o mister falou com a gente ali [no vestiário]. É dois dias para o bem e dois dias para o mal. Não tem outra saída. Do mesmo jeito que a gente vai ter dois dias de descanso, eles também vão ter dois dias de descanso”, completou.
O Cruzeiro enfrentou a Chapecoense pouco mais de dois dias depois de um compromisso pelo Campeonato Brasileiro, contra o Coritiba. O intervalo curto entre as partidas pesou na análise do elenco, que precisou administrar o desgaste físico e a sequência de jogos em um calendário apertado.
Decisão em aberto na volta
O empate sem gols faz com que a partida de volta se transforme em uma decisão. Em caso de novo empate, a vaga será definida nos pênaltis. Fabrício Bruno projetou um confronto difícil no jogo de volta, mas confia no apoio da torcida celeste. “Eu acho que a decisão está aberta. Eles foram lá no Brasileiro e fizeram um jogo bastante difícil contra a gente. Agora a gente conta com o apoio do nosso torcedor. É corrigir os erros que a gente cometeu aqui hoje que a gente não conseguiu fazer o gol e ir para essa decisão diante da nossa torcida”, analisou.
Próximo desafio
O Cruzeiro agora volta suas atenções para o confronto decisivo em casa, onde precisará de uma vitória para avançar direto, ou de um novo empate para levar a decisão para os pênaltis. A Chapecoense, por sua vez, busca um resultado positivo fora de casa para surpreender e seguir na competição.
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