O Náutico foi derrotado pelo CRB por 2 a 1 na noite desta quinta-feira, no Estádio Rei Pelé, pela Série B do Campeonato Brasileiro. O resultado ampliou para oito jogos a sequência sem vitórias do Timbu, que ocupa a 14ª colocação e vê a zona de rebaixamento se aproximar cada vez mais. A atuação abaixo do esperado escancarou problemas crônicos do elenco, como improvisações e falta de opções no banco de reservas.
Oitavo jogo sem vencer e sinais de alerta
Com a derrota, o Náutico completa oito partidas sem triunfo na competição, sendo quatro derrotas e quatro empates no período. O time alvirrubro soma 21 pontos, apenas três acima do primeiro time na zona de rebaixamento. Caso o complemento da rodada não seja favorável, o clube pode cair para a 15ª posição, aumentando o risco de queda para a Série C.
“Repetindo problemas antigos e sem soluções, o Náutico foi pouco competitivo diante do CRB”, analisa a reportagem. A equipe apresentou dificuldades na criação de jogadas e na finalização, além de erros defensivos que custaram os gols adversários.
Reforços insuficientes e mercado de transferências
Até o momento, o Náutico contratou apenas três jogadores na janela: o zagueiro Léo Índio, o meia Jean Carlos e o atacante Borasi, que só poderá estrear na próxima rodada. O saldo é considerado negativo para um time que precisa de mais opções imediatas. A diretoria alega cautela financeira, mas o clube convive com atrasos salariais e não pode se dar ao luxo de esperar.
“É necessário muito mais – e com agilidade”, destaca a análise. O técnico Hélio dos Anjos e seu auxiliar Guilherme dos Anjos também são cobrados por montagem do elenco e pelas escalações que insistem em improvisações, como Reginaldo atuando como centroavante fora de sua posição original.
Reformulação em andamento, mas sem tempo a perder
O clube já liberou seis jogadores, iniciando um processo de reformulação. No entanto, a chegada de reforços é urgente para o jogo contra o Londrina, na próxima quarta-feira. A comissão técnica tem responsabilidade na escolha do elenco e precisa ajudar a solucionar os problemas.
“Se o Náutico tem um elenco frágil, com jogadores amplamente questionáveis, isso também é fruto das escolhas dos treinadores”, afirma o texto. A situação lembra o ano de 2022, quando o time entrou na zona de rebaixamento no primeiro turno e não conseguiu mais sair, resultando no descenso.
Fantasmas do passado e necessidade de ação imediata
O Náutico terminou maio na briga pelo G-6, com atuações competitivas. Agora, a realidade é outra: o time piora a cada rodada e não dá sinais de reação. “Ainda há tempo de corrigir a rota e evitar que o Náutico reviva por mais tempo um fantasma tão incômodo como o da zona de rebaixamento”, alerta a reportagem. Mas a diretoria e a comissão técnica precisam agir rápido para frear a crise que já traz consequências dentro e fora de campo.



