Copa 2026: Espanha campeã, Mbappé artilheiro e polêmicas com Trump
Copa 2026: Espanha campeã, Mbappé artilheiro e polêmicas

A Copa do Mundo de 2026, encerrada no domingo com o título da Espanha, ficará marcada como a maior de todos os tempos, não apenas pelo número recorde de 48 seleções, mas também por uma combinação de feitos esportivos e controvérsias extracampo. O torneio, sediado nos Estados Unidos, Canadá e México, trouxe novidades como as estreias de Cabo Verde e Curaçao, enquanto a briga pela artilharia entre Kylian Mbappé e Lionel Messi manteve os holofotes no futebol.

Expansão para 48 seleções: acertos e desafios

A decisão da Fifa de expandir o Mundial de 32 para 48 equipes gerou debates antes mesmo do pontapé inicial. De um lado, a medida permitiu a participação de seleções inéditas, como Cabo Verde e Curaçao, que trouxeram novas histórias e torcidas. Por outro, críticos apontaram que o aumento no número de jogos sobrecarregou a logística e reduziu a competitividade em algumas partidas. "A expansão democratizou o acesso, mas o nível técnico em alguns jogos deixou a desejar", avaliou o comentarista esportivo João Carlos Albuquerque.

Artilheiros e destaques em campo

Na parte esportiva, a artilharia foi um dos pontos altos. Kylian Mbappé, da França, terminou como artilheiro isolado, com 8 gols, superando Lionel Messi, da Argentina, que fez 6. O camisa 10 argentino, mesmo aos 39 anos, foi eleito o melhor jogador do torneio pela FIFA. "Messi provou que a idade é apenas um número", disse o técnico da Espanha, Luis de la Fuente, após a final. A Espanha, com um futebol coletivo e ofensivo, venceu a França por 3 a 2 na decisão, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

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Polêmicas políticas: Trump e a Fifa

Fora de campo, a maior polêmica envolveu a relação entre o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Trump, que participou da cerimônia de premiação, foi flagrado em conversas próximas com Infantino, gerando especulações sobre interferência política. "A presença de Trump levanta questões sobre a independência da Fifa", afirmou a ONG Transparência Internacional, que monitora o evento. A entidade criticou a falta de clareza nos contratos de patrocínio e na distribuição de ingressos.

Críticas à organização e legado

O sistema de ingressos também foi alvo de reclamações. Muitos torcedores relataram dificuldades para adquirir entradas, e a Fifa foi acusada de privilegiar patrocinadores em detrimento do público geral. "A Copa foi um sucesso de audiência, mas a organização precisa ser mais transparente", declarou o jornalista esportivo americano Grant Wahl. Apesar das críticas, o torneio deixou um legado de estádios modernizados e uma base de fãs ampliada, com recorde de público: mais de 4 milhões de espectadores nos 104 jogos.

Um balanço agridoce

A Copa de 2026, portanto, será lembrada como um evento de contrastes. Se, por um lado, o futebol proporcionou momentos inesquecíveis, como os gols de Mbappé e a consagração de Messi, por outro, as sombras da política e da falta de transparência marcaram a atuação da Fifa. Para os organizadores, o desafio agora é garantir que o próximo Mundial, em 2030, mantenha o brilho esportivo sem as polêmicas extracampo.

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