Bruno Becker respalda técnicos e nega falta de compromisso no Náutico
Becker respalda técnicos e nega falta de compromisso no Náutico

O presidente do Náutico, Bruno Becker, respaldou o trabalho dos técnicos e reconheceu que os atrasos salariais têm afetado o elenco, mas descartou que a má fase da equipe na Série B seja fruto de falta de comprometimento do grupo. Em entrevista, o dirigente reforçou a busca para regularizar os débitos e disse que a situação não pode ser normalizada.

Atrasos salariais e impacto no rendimento

Conforme apuração do ge, o Náutico deve um mês de valores relativos aos direitos de imagem e um mês de salário na carteira de trabalho, vencido no último dia 7. "É um ponto que pode estar interferindo no rendimento? Pode. Mas não acredito que esteja interferindo sozinho", comentou o dirigente.

"Eu não estou falando de jogador fazendo corpo mole ou desinteressado, não. Mas é natural que quando existe uma inadimplência as pessoas fiquem preocupadas. Pode ser um dos pontos? Pode. Mas, que fique claro, não se trata de corpo mole. Uma fase negativa como essa que nós estamos passando, assim como também na fase positiva, não vem por conta de um motivo só", acrescentou.

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Pior momento na Série B

Os atrasos acontecem em meio ao pior momento do Náutico na Série B. A equipe está há sete jogos sem vencer - com cinco derrotas e dois empates - e somou apenas dois dos últimos 21 pontos disputados. A sequência fez o clube cair da vice-liderança, na 10ª rodada, para a 13ª colocação.

"Não estou normalizando o salário atrasado. Não pode ser normalizado. O clube está buscando resolver, da mesma forma que conseguimos equalizar isso em 2024 e 2025. O desafio é maior? Claro que é maior. Está numa Série B e, naturalmente, os desafios são maiores", realçou o presidente.

Alternativas para regularizar débitos

Segundo o presidente, a diretoria avalia alternativas para colocar os pagamentos em dia, desde cortes de gastos até a captação de novos recursos ou operações de crédito. "Estamos atentos, trabalhando com seriedade e com firmeza para regularizar o quanto antes. Tem várias formas de se fazer isso: desde corte de gastos, se for necessário, a novos valores ou operações de crédito. A gente não pode tratar isso como um tabu", finalizou Bruno Becker.

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