A seleção argentina garantiu vaga na semifinal da Copa do Mundo de 2026 após uma partida tensa contra a Suíça, marcada por polêmicas de arbitragem e atuação decisiva de Julián Álvarez. Os colunistas do GLOBO, Mansur, Marcelo Barreto e Gustavo Poli, analisaram os principais pontos do confronto, destacando a dificuldade da Argentina em manter a posse de bola e a expulsão de Breel Embolo como fatores que mudaram o rumo do jogo.
Suíça domina, mas Argentina resiste
Desde os primeiros minutos, a Suíça impôs um ritmo intenso, pressionando a saída de bola argentina e criando as melhores chances. Segundo Mansur, “a Suíça foi superior na maior parte do tempo, mas a Argentina mostrou resiliência”. A equipe europeia finalizou 15 vezes contra 8 da Argentina, mas esbarrou na defesa sólida e no goleiro Emiliano Martínez.
Expulsão polêmica de Embolo muda o jogo
Aos 35 minutos do primeiro tempo, o atacante suíço Breel Embolo recebeu o segundo cartão amarelo após um lance polêmico com o zagueiro Romero. O VAR confirmou a decisão do árbitro, gerando revolta no banco suíço. Marcelo Barreto comentou: “A expulsão foi dura, mas dentro da regra. A Suíça perdeu sua principal referência ofensiva”. Com um jogador a mais, a Argentina passou a controlar o meio-campo.
Julián Álvarez: o talento individual que fez a diferença
Com a vantagem numérica, a Argentina encontrou espaço para explorar a velocidade de Julián Álvarez. Aos 22 minutos do segundo tempo, ele recebeu passe de Messi, driblou dois marcadores e finalizou no canto direito, sem chances para o goleiro suíço. Gustavo Poli destacou: “Este time precisa da bola como precisa de oxigênio, mas Julián resolveu com um lampejo de genialidade”. O gol foi o suficiente para garantir a vitória por 1 a 0.
Resiliência argentina e próximos desafios
A classificação reforça a capacidade da Argentina de superar adversidades, mesmo sem o domínio da posse de bola. A equipe agora aguarda o vencedor de Brasil x Alemanha para a semifinal. Os colunistas alertam para a necessidade de melhorar a construção de jogo contra adversários mais fortes. “A Argentina não pode depender apenas de momentos individuais”, concluiu Mansur.



