A Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou a abertura de um processo disciplinar contra a seleção argentina de futebol. A investigação abrange dois incidentes ocorridos durante a Copa do Mundo de 2026: a exibição de uma faixa reivindicando a posse das Ilhas Malvinas na semifinal e uma confusão generalizada após a derrota na final. Três jogadores e um auxiliar técnico podem ser punidos.
Faixa das Malvinas na semifinal
Na partida semifinal, jogadores argentinos exibiram uma faixa com a inscrição reivindicando a soberania sobre as Ilhas Malvinas, território sob controle britânico mas reclamado pela Argentina. A atitude gerou protestos da delegação adversária e foi considerada pela Fifa como uma violação de suas regras sobre mensagens políticas em campo. A entidade proíbe manifestações políticas, religiosas ou pessoais durante as partidas.
Confusão após a derrota na final
Após a derrota na final, houve tumulto envolvendo jogadores argentinos, comissão técnica e adversários. Relatos indicam que empurrões e discussões ocorreram no gramado e nos túneis de acesso. A Fifa classificou o incidente como “conduta antidesportiva” e incluiu na investigação depoimentos de árbitros e oficiais.
Possíveis punições
Segundo a Fifa, três jogadores e um auxiliar técnico foram notificados e terão prazo para apresentar defesa. As sanções podem incluir multas, suspensões por jogos ou até mesmo exclusão de competições futuras. A entidade não divulgou os nomes dos envolvidos até o momento. O caso deve ser julgado pelo Comitê Disciplinar da Fifa nas próximas semanas.
Esta não é a primeira vez que a Argentina enfrenta questões disciplinares em Copas do Mundo. Em 2022, a seleção foi multada por atrasos e conduta de jogadores. A reincidência pode agravar as penalidades. A Federação Argentina de Futebol (AFA) ainda não se pronunciou oficialmente sobre a investigação.



