FA se opõe a plano de criar empresa para gerir direitos comerciais
A Federação Inglesa de Futebol (FA) manifestou forte oposição ao plano da Fifa de criar uma empresa avaliada em R$ 102,6 bilhões (cerca de US$ 20 bilhões) para administrar os direitos comerciais da Copa do Mundo, permitindo a venda de até 20% das ações a investidores privados. Em comunicado oficial, a FA afirmou estar 'profundamente preocupada' com a proposta, que considera uma ameaça à transparência e à essência do futebol.
Fifa busca atrair capital privado para torneio
A iniciativa da Fifa, liderada pelo presidente Gianni Infantino, prevê a criação de uma subsidiária que concentrará todos os acordos de patrocínio, transmissão e licenciamento relacionados à Copa do Mundo. A entidade planeja vender uma participação minoritária a fundos de investimento, com o objetivo de maximizar a receita do torneio. A proposta foi apresentada em meio à preparação para a Copa de 2026, que será sediada nos Estados Unidos, Canadá e México. Em 17 de julho de 2026, Infantino participou de uma recepção na Trump Tower, em Nova York, ao lado do presidente dos EUA, durante a Copa do Mundo de 2026, cuja final aconteceu em East Rutherford, Nova Jersey, entre Espanha e Argentina.
Uefa também se posiciona contra o plano
A FA não está sozinha na crítica. A Uefa, entidade que rege o futebol europeu, já havia manifestado oposição ao plano, argumentando que a comercialização agressiva dos direitos da Copa do Mundo pode prejudicar competições nacionais e continentais. A Uefa vê a medida como uma tentativa de concentrar ainda mais poder e dinheiro na Fifa, em detrimento do equilíbrio do esporte. Há discussões entre federações sobre possíveis boicotes a futuras competições organizadas pela Fifa, caso o plano seja aprovado sem maior transparência.
Impactos no futebol mundial
Especialistas apontam que a venda de uma fatia da Copa do Mundo para investidores privados pode elevar ainda mais os custos para patrocinadores e emissoras, o que, por sua vez, pode encarecer o acesso dos torcedores aos jogos. Além disso, a medida levanta questões sobre governança e conflitos de interesse, já que a Fifa atuaria simultaneamente como reguladora e acionista. A FA cobra maior clareza sobre os termos da proposta e pede que a decisão seja adiada até que haja amplo debate entre as 211 federações filiadas.



