A troca de comando técnico no Sport não surtiu o efeito esperado. Pelo contrário, a chegada de Gilmar Dal Pozzo agravou a crise na Série B. Na noite desta segunda-feira, o Leão empatou em 1 a 1 com o Cuiabá, pela 20ª rodada, e completou nove jogos consecutivos sem vitória.
Quando Dal Pozzo assumiu, o time somava 25 pontos, era o oitavo colocado, a três pontos do então líder Vila Nova. Agora, após cinco partidas sob seu comando, sem nenhuma vitória, o Sport caiu para a 10ª posição, com 26 pontos, e está 11 pontos atrás do líder Criciúma. A sequência negativa já dura nove jogos na competição.
Sequência sem vitórias e queda na tabela
O efeito desejado na troca de treinador foi o oposto. Em vez de melhorar, a equipe involuiu. Quando Dal Pozzo foi contratado, o Sport já vinha de quatro jogos sem vencer. Agora, são nove sem êxito. O técnico balança no cargo, reflexo de uma sequência sem resultados e sem evolução coletiva. Segundo a análise do ge, o time demonstra desorganização em muitos momentos e não consegue corrigir defeitos crônicos.
Problemas crônicos persistem
Sob o comando de Dal Pozzo, o Sport voltou a fazer uma partida pobre em criação de jogadas, com recorrentes problemas na saída de bola e dificuldades na defesa, especialmente nas jogadas aéreas. No primeiro tempo contra o Cuiabá, o time foi improdutivo e acomodado. O treinador tem sua parcela de culpa, mas reduzir a crise ao comando técnico seria ignorar o baixo rendimento individual de vários atletas.
Felipinho voltou a ter atuação limitada, com deficiência defensiva, e falhou no gol de empate do Cuiabá. Habraão mostra insegurança na zaga, Zé Gabriel erra passes, Clayson é inoperante ofensivamente, e Yago Felipe peca por desatenção. As exceções são Biel, Diego Hernández e Perotti, que se destacam. O conjunto vai mal, mas o individual também é problemático em muitas instâncias.
Reforços sem impacto e falta de criatividade
O time titular começou o jogo sem nenhum dos reforços da última janela. Claudinho, Kayky, Diego Hernández e Dudu ficaram no banco. Apenas Diego Hernández, que entrou, deu alguma resposta positiva. Outro sintoma foi Dal Pozzo terminar o jogo com duas substituições guardadas, sem utilizá-las. Falta de criatividade do técnico ou fragilidade do elenco? O fato é que os problemas que acompanham a equipe há meses seguem presentes.
O Sport tem dificuldades para criar, não consegue sustentar vantagens no placar e a segurança defensiva não é capaz de fazer o time voltar a vencer. Na última análise do ge, após o empate com o Goiás, já se destacava que nada mudara. E, mais preocupante do que os resultados, é a ausência de perspectivas com Gilmar Dal Pozzo. Em cinco partidas, o time não encontrou respostas nem em resultados nem em evolução coletiva. Sem identidade clara, o Sport oscila entre diferentes propostas sem consolidar nenhuma.
Janela de 11 dias para reflexão
O Sport terá 11 dias até enfrentar o Vila Nova, no dia 8 de agosto. É uma janela importante para a diretoria avaliar os rumos da equipe, corrigir problemas e definir os próximos passos. Mais do que aproveitar o período para treinamentos, o clube precisa encontrar respostas. Conforme o ge, depois de nove jogos sem vencer, a crise deixou de ser apenas um momento ruim e passou a exigir ações concretas.
Os 11 dias sem jogos dão ao Sport algo que a tabela raramente oferece durante a Série B: tempo. Cabe agora à diretoria uma autorreflexão e decidir se o problema passa por si, pelo comando técnico, pelo elenco ou por uma combinação de todos esses fatores. O que já não parece possível é seguir tratando a crise como algo normal ou passageiro.



