IV Festival Solos do Pará começa neste sábado em Santarém
IV Festival Solos do Pará começa em Santarém neste sábado

O IV Festival Solos do Pará abre as portas neste sábado (1º) em Santarém, no oeste do Pará, e promete transformar a cidade em um palco aberto para as artes cênicas até o dia 6 de agosto. A programação gratuita reúne seis dias de espetáculos teatrais, performances, oficinas, laboratórios e rodas de conversa, com atividades concentradas na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), no campus Rondon.

O evento, que se consolidou como uma vitrine da produção dramatúrgica paraense, trará artistas de Santarém e Belém em uma mostra que aposta na pluralidade de linguagens e na aproximação do público com o fazer teatral. A entrada é franca em todas as atrações, respeitando a classificação indicativa de cada espetáculo.

Abertura oficial e laboratório vocal

A cerimônia de abertura está marcada para as 20h no Auditório Maestro Wilson Fonseca, com a apresentação do espetáculo "Majé", do Grupo de Teatro Último Minuto, de Santarém. Antes disso, das 15h às 18h, o público poderá participar do Laboratório de Performance Vocal e Experimentação Sonora, ministrado pelo artista Thales Branche. A atividade é aberta a qualquer interessado, independentemente de ter ou não experiência prévia com teatro.

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O coordenador do festival, Elder Aguiar, reforçou o caráter inclusivo da proposta. "A quarta edição do Festival Solos do Pará inicia neste sábado, dia 1º de agosto, e vai até o dia 6. Todos os espetáculos apresentados e também as atividades formativas são gratuitas", destacou.

Diversidade estética em seis espetáculos

Ao longo da programação, serão apresentados seis espetáculos, sendo dois produzidos em Santarém e quatro vindos de Belém. A seleção contempla diferentes estilos e formas de expressão artística, do drama à comédia, passando por narrativas autobiográficas, contação de histórias e apresentações musicais.

"A gente propõe sempre a diversidade estética dos trabalhos apresentados aqui no Festival. Entre as atrações estão espetáculos autobiográficos, contação de histórias, apresentações musicais, comédia e drama", explicou Elder Aguiar.

No domingo (2), às 20h, a programação segue com "Não Tem Segredo", do artista Danilo Bracchi, de Belém. Nesse dia, excepcionalmente, não haverá atividades formativas durante a tarde.

Atividades formativas diárias

As oficinas e laboratórios acontecerão diariamente, sempre às 15h, na Sala de Formação Hélcio Amaral, localizada no campus Rondon da Ufopa. Os encontros são pensados como espaços de intercâmbio de experiências entre artistas, estudantes e comunidade em geral.

"No festival, qualquer pessoa pode participar das atividades formativas. Não é preciso ter experiência em teatro", ressaltou o coordenador. A proposta, segundo ele, é ampliar o acesso da população às artes cênicas e promover o encontro entre quem faz teatro e quem deseja conhecer mais sobre essa linguagem.

Acessibilidade e transmissão ao vivo

Para quem não estiver em Santarém, os espetáculos serão transmitidos ao vivo pelo canal oficial do Grupo Olho d'Água no YouTube. A iniciativa garante que o festival alcance um público ainda maior, rompendo barreiras geográficas.

Além da transmissão, o evento contará com recursos de acessibilidade, incluindo tradução em Libras e audiodescrição. A medida reforça o compromisso do festival com a inclusão, assegurando que pessoas surdas e com deficiência visual possam desfrutar plenamente das apresentações.

Serviço e programação

O IV Festival Solos do Pará ocupa dois espaços principais na Ufopa: o Auditório Maestro Wilson Fonseca, destinado aos espetáculos, e a Sala de Formação Hélcio Amaral, onde ocorrem as atividades formativas. Ambos ficam no campus Rondon, em Santarém. A classificação indicativa varia conforme cada espetáculo, e a entrada é sempre gratuita.

Com uma agenda intensa e plural, o festival reafirma o papel do teatro como ferramenta de transformação social e de fortalecimento da cultura amazônica. A expectativa dos organizadores é que o evento atraia um público diverso, desde estudantes e artistas até famílias e turistas que visitam a região.

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