Black Pantera anuncia 'Continental', com Sandra Sá em 'Quando canto'
Black Pantera anuncia 'Continental' com Sandra Sá

O Black Pantera, trio mineiro de thrash metal e hardcore punk, convocou uma das vozes mais importantes do soul brasileiro para o seu quinto álbum de estúdio. Sandra Sá participa da faixa Quando canto, que estará em Continental, disco com lançamento previsto para 21 de agosto nas plataformas digitais.

Composta pelos integrantes da banda, a música é uma das inéditas da nova safra autoral do grupo, registrada em janeiro de 2026 no estúdio Tambor, no Rio de Janeiro. A faixa será uma das atrações do repertório que o trio formado por Chaene da Gama (baixo e voz), Charles Gama (guitarra e voz) e Rodrigo Pancho (bateria e percussão) apresenta em Continental.

Sandra Sá, o soul brasileiro e o peso do Black Pantera

A participação de Sandra Sá não é apenas um encontro de estilos, mas uma ponte entre gerações. A cantora carioca foi projetada em 1980 como representante feminina da dinastia de funk e soul que se consolidou no Brasil na virada dos anos 1960 para os anos 1970, com nomes como Cassiano (1943 – 2021), Tim Maia (1942 – 1998) e Tony Tornado.

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A parceria nasceu de uma percepção do próprio grupo. Ao finalizar a base de Quando canto, os músicos sentiram que a canção pedia uma interpretação especial.

“Quando gravamos a música, sentimos que caberia uma voz, uma voz ancestral, uma voz poderosa. Aí pensamos em Sandra, ela ouviu a música e topou na hora. É uma honra imensa ter uma artista do calibre de Sandra Sá no álbum do Black Pantera”, celebra Chaene da Gama, baixista e vocalista do trio.

Além da parceria com a cantora, o disco registra a formação titular em estúdio. As gravações ocorreram no estúdio Tambor, na cidade do Rio de Janeiro, em janeiro de 2026.

Continental e as vivências ancestrais do trio

De acordo com a banda, as composições de Continental versam sobre questões ancestrais, abordadas a partir das experiências dos próprios integrantes. O disco é o quinto álbum de estúdio do Black Pantera e reúne músicas inéditas que transitam entre a agressividade do hardcore e a densidade do thrash metal.

O repertório já começou a ser apresentado ao público com dois singles. Start the game foi o primeiro, lançado em 13 de julho. O segundo é Hórus, disponibilizado nas plataformas em 31 de julho, com uma gravação que inclui o músico convidado Rodrigo Tavares, responsável pelo Hammond e pelos teclados.

Em Hórus, a referência egípcia aparece no título, que remete ao Olho de Hórus, símbolo associado ao espelho da alma e à proteção contra o mau-olhado. A letra expressa essa busca por proteção e ancestralidade em versos como:

“Todos os passos, todos os atos / O peso dos meus erros é multiplicado / Dia após dia / Sonhando com a minha queda / Zica, sai pra lá / Quem me guarda nunca erra / Em nome do Pai / Do Filho e do Preto Santo / Amém, Axé”.

Datas e lançamentos de Continental

O percurso de divulgação do álbum tem etapas já definidas:

  • 13 de julho: lançamento do primeiro single, Start the game;
  • 31 de julho: lançamento do segundo single, Hórus;
  • 21 de agosto: chegada de Continental às plataformas digitais.

Com a presença de Sandra Sá em Quando canto, o Black Pantera amplia a dimensão vocal do disco e aposta em um repertório autoral, calcado nas vivências do trio. O grupo, que tem Chaene da Gama no baixo e na voz, Charles Gama na guitarra e na voz e Rodrigo Pancho na bateria e na percussão, chega ao quinto álbum de estúdio em um momento de afirmação do seu som.

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