Neste domingo, 2 de agosto, a banda Eddie apresenta seu 11º álbum, “Noturna”, um trabalho que recoloca o grupo pernambucano no trilho autoral. O disco chega três anos depois de “Carnaval chanson” (2023), projeto no qual a Eddie se dedicou ao repertório de intérprete. Com capa que expõe o quarteto em foto de Ravaneli Souza e design de Gerson Rodrigues, o álbum é disponibilizado ao público a partir de amanhã, marcando mais um capítulo na trajetória iniciada em Olinda (PE) em 1989.
Com 37 anos de atividade, a banda alinha 11 músicas no novo trabalho. Dez das faixas são assinadas por Fabio Trummer, vocalista, guitarrista e compositor, e uma é de Erasto Vasconcelos (1947–2016). O número de faixas coincide com o número do álbum na discografia, um detalhe simbólico para o grupo.
As composições e a formação
Das dez canções de Trummer, duas foram compostas em parceria com Samuel Mota, coprodutor do disco: a salsa “Tudo pode ser” e a faixa-título “Noturna”, descrita como bolero psicodélico. Já a faixa de encerramento, “Poema da paz”, é de autoria de Erasto Vasconcelos, compositor e arranjador pernambucano falecido há dez anos.
A formação que gravou o álbum é composta por Fabio Trummer (voz, guitarra e violão), André Oliveira (teclados e trompete), Rob Meira (baixo) e Kiko Meira (bateria). A sonoridade habitual da Eddie, festiva e expansiva, ganha contornos latinos mais evidentes em “Noturna”.
Latinidade e diversidade rítmica
Entre as faixas que ilustram essa latinidade está a cumbia “Vou chamar meu povo”. O álbum também passeia pelo reggae com abordagem folk em “The end” e por um mix de frevo com caboclinho de pegada roqueira em “Saudade da folia”.
O leque rítmico é amplo. As baladas aparecem em “Poema mudo” e “Outra solidão”, esta última com a participação da cantora Júlia Carvalho. Há ainda o flerte com a bossa nova em “A tua verdade” e o acalanto “Titi e Tom Tom”, ampliando as texturas sonoras do trabalho.
Referências e identidade
Fabio Trummer, único integrante remanescente da formação original da Eddie, destaca as referências do álbum: “As referências musicais de ‘Noturna’ vão do pós punk à chanson francesa, passam pela surf music dos anos 1960, bossa nova, latinidades clássicas, jazz, Depeche Mode, o pop a Elton John… Mas buscando sempre nossa identidade acima das possíveis homenagens aos nossos heróis da música”.
A produção musical de “Noturna” foi orquestrada por Fabio Trummer com Buguinha Dub.
Números do lançamento
- 11º álbum da banda, com 11 faixas
- 10 músicas assinadas por Fabio Trummer
- 2 parcerias com Samuel Mota
- 1 composição de Erasto Vasconcelos
- Participação de Júlia Carvalho em “Outra solidão”
Com essa nova etapa, a Eddie reafirma seu lugar no cenário pernambucano e brasileiro, unindo tradição e experimentação sonora em “Noturna”.



