Juá Literária atrai mais de 140 mil visitantes e movimenta R$7 milhões em Juazeiro
Juá Literária: 140 mil visitantes e R$7 milhões em Juazeiro

A segunda edição do Juá Literária, realizada entre os dias 20 e 25 de janeiro em Juazeiro, norte da Bahia, atraiu mais de 140 mil visitantes e movimentou aproximadamente R$7 milhões na economia local. O festival, que transformou a cidade em um polo de literatura, música, arte e educação, consolidou-se como um dos maiores eventos literários do Brasil e uma das principais iniciativas culturais do Nordeste.

Programação diversificada e grandes nomes

Ao longo de seis dias, a Orla 2 do Rio São Francisco foi palco de mesas literárias, oficinas, lançamentos de livros, contações de histórias, espetáculos teatrais, debates e atividades formativas. Entre os convidados nacionais e regionais estavam Adriana Calcanhotto, Oswaldo Montenegro, Marcelo Jeneci, Teatro Mágico, Flaira Ferro, Josyara, Juliana Linhares, Alexandre Leão, Daniel Munduruku, Bob Fernandes, Emiliano José, Aline Bei, Bárbara Carine, Ricardo Ishmael, Rodrigo França e Fátima Freire Dowbor. A programação também destacou artistas e escritores do Vale do São Francisco, fortalecendo o diálogo entre a produção local e nacional.

Protagonismo da educação pública e da cultura local

O festival reafirmou o papel central da educação pública: estudantes atuaram como autores, artistas e mediadores de conhecimento; educadores compartilharam experiências; e escritores locais dividiram espaço com referências nacionais. O prefeito Andrei Gonçalves destacou: "O Juá Literária mostrou ao Brasil a força da nossa gente e o poder transformador da educação. Durante seis dias, Juazeiro se tornou uma verdadeira cidade-livro, onde crianças descobriram novos mundos por meio da leitura, escritores encontraram seus leitores, artistas compartilharam talento e milhares de famílias ocuparam os espaços públicos para celebrar a cultura. Os mais de 140 mil visitantes e os mais de R$7 milhões movimentados na economia demonstram que investir em educação e cultura também significa gerar desenvolvimento, oportunidades e fortalecer a identidade do nosso povo."

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Impacto econômico e social

O fluxo intenso de visitantes beneficiou hotéis, bares, restaurantes, ambulantes, artesãos, livrarias e motoristas por aplicativo, confirmando a cultura como vetor de desenvolvimento econômico. Integrante do Programa Juazeiro Avança (PROJUA) e parte das comemorações pelos 148 anos do município, o festival homenageou 54 artistas juazeirenses, celebrando aqueles que preservam memórias e fortalecem a identidade cultural da cidade. A visitante Morgana Tenório, que conheceu o evento pela primeira vez, afirmou: "Eu vim conhecer o Juá Literária e saio daqui encantada. É emocionante ver uma cidade inteira abraçando a literatura dessa forma. Em cada espaço há uma programação diferente, pessoas de todas as idades participando, artistas incríveis e um clima de acolhimento que faz a gente querer ficar. Mais do que um festival, o Juá Literária é uma experiência que aproxima as pessoas da cultura e mostra a força que a educação e a arte têm para transformar vidas. Já quero voltar na próxima edição."

Encerramento memorável

No último dia, clubes de leitura, debates sobre educação e saúde emocional dos professores, literatura popular e lançamentos de livros movimentaram diversos espaços, como o Teatro do Centro de Cultura João Gilberto, o Cais da Palavra, o Palco FLIJUÁ, a Carreta Literária, as Embarcações de Poesias e o espaço Juazinha. À noite, a literatura encontrou a música: Renato Braz abriu a programação musical, seguido por Oswaldo Montenegro, que emocionou o público com poesia e canções. Jéssica Caitano encerrou o festival celebrando a oralidade, a identidade nordestina e o poder transformador da arte.

A segunda edição do Juá Literária deixou um legado que ultrapassa os números. Como disse o prefeito, "já começamos a escrever, a partir de hoje, o próximo capítulo dessa história, que será ainda maior, mais democrática e mais transformadora". O festival prova que algumas histórias não terminam quando se fecha um livro – elas continuam sendo escritas na memória de quem viveu cada encontro.

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