O lendário ator Morgan Freeman, de 89 anos, voltou a interpretar o secretário de Estado dos EUA, Edwin Mullins, na terceira temporada do thriller de espionagem “Operação: Lioness”, produção do Paramount+ criada por Taylor Sheridan. A nova leva de episódios já está disponível na plataforma e promete manter o alto nível de tensão política e ação que consagrou a série.
Em entrevista recente, Freeman surpreendeu ao afirmar que, se pudesse escolher novos desafios na carreira, gostaria de interpretar os papéis que hoje pertencem a Denzel Washington, outro gigante do cinema americano. “Os papéis que gostaria de ter feito agora serão de Denzel Washington”, declarou o ator, em tom de brincadeira e admiração. A declaração repercutiu entre fãs e críticos, que veem na fala um reconhecimento à grandeza de ambos os artistas.
Morgan Freeman e o blues: uma paixão antiga
Além do trabalho nas telas, Freeman está investindo em sua outra grande paixão: o blues. Neste mês, o ator lança um álbum inteiramente dedicado ao gênero musical que marcou sua juventude no sul dos Estados Unidos. O projeto, que ainda não teve título divulgado, conta com participações especiais e foi gravado em parceria com músicos renomados da cena de blues contemporâneo.
Freeman, que já havia demonstrado interesse musical em projetos anteriores, agora se dedica de corpo e alma à divulgação do blues. Para isso, ele também abriu uma casa de shows em sua terra natal, o Mississipi, estado que é berço do gênero. O local, batizado de Ground Zero Blues Club, já existe há alguns anos em Clarksdale, mas ganhou recentemente uma unidade reformulada e ampliada, com programação regular de shows ao vivo.
O retorno de Edwin Mullins em “Operação: Lioness”
Na série, Freeman contracena com Zoe Saldaña, Laysla De Oliveira e Nicole Kidman, que interpreta a chefe da CIA. A trama acompanha as operações secretas da agência americana para combater ameaças terroristas, com foco em uma agente infiltrada em uma organização extremista. A terceira temporada promete aprofundar os conflitos geopolíticos e trazer reviravoltas que manterão o público vidrado.
O ator, que já venceu o Oscar por “Menina de Ouro” e é considerado uma das vozes mais icônicas do cinema, afirma que a experiência de voltar ao set de “Lioness” foi revigorante. “Cada dia de filmagem é uma oportunidade de aprender algo novo. A equipe é fantástica e o roteiro é afiado”, comentou Freeman, que também atua como produtor executivo da série.
Um legado que atravessa gerações
Com mais de seis décadas de carreira, Morgan Freeman construiu um legado inestimável no cinema e na televisão. De “Conduzindo Miss Daisy” a “Um Sonho de Liberdade”, passando por “Seven – Os Sete Crimes Capitais” e “Invictus”, o ator se tornou sinônimo de autoridade e sabedoria nas telas. Sua voz grave e marcante também o transformou em narrador de documentários premiados, como “A Marcha dos Pinguins”.
Aos 89 anos, Freeman não demonstra sinais de desaceleração. Além da série e do álbum, ele já tem outros projetos em andamento, incluindo um documentário sobre a história do blues e possíveis participações em novos filmes. Sua energia e dedicação inspiram não apenas os fãs, mas também colegas de profissão, que o veem como um exemplo de longevidade artística.
O blues como patrimônio cultural
A iniciativa de Freeman de promover o blues vai além do entretenimento. O ator é um defensor da preservação do gênero musical, que nasceu nas comunidades afro-americanas do sul dos EUA no final do século XIX. O blues influenciou o jazz, o rock e o soul, e é considerado um dos pilares da cultura musical mundial.
Com a casa de shows no Mississipi, Freeman espera atrair turistas e novos ouvintes para o estilo, além de gerar emprego e renda para a região. “O blues é uma música que fala à alma. Quero que as pessoas sintam isso”, afirmou o ator, que costuma subir ao palco do próprio clube para jam sessions improvisadas.
A terceira temporada de “Operação: Lioness” já está disponível no Paramount+, com novos episódios lançados semanalmente. O álbum de blues de Morgan Freeman chega às plataformas digitais ainda este mês, e a casa de shows no Mississipi já está com agenda aberta para os próximos meses.



