Herdeiros de Caetano, Rita Lee e Moraes Moreira contam infância em doc
Herdeiros de Caetano, Rita Lee e Moraes em documentário

O documentário "Nem Tudo É Paz E Amor", que chega às telas no próximo dia 27, traz à tona as memórias dos filhos de ícones da música brasileira como Caetano Veloso, Rita Lee e Moraes Moreira. Em um ambiente marcado pela contracultura, onde a máxima era "proibido proibir", esses herdeiros revelam os desafios e as alegrias de crescer em lares nada convencionais.

Infância entre a liberdade e a confusão

Moreno Veloso, primogênito de Caetano, hoje com 53 anos, é um dos entrevistados. No filme, ele reflete: "Nossas famílias não eram tradicionais. Algumas vezes era lindo, outras vezes era confuso. Às vezes é difícil ser criança no ambiente em que é proibido proibir". A declaração sintetiza o tom do documentário, que alterna relatos de afeto e estranhamento.

Ciça Moraes, filha de Moraes Moreira, também compartilha uma lembrança marcante. Durante uma aula, a professora fez uma enquete sobre hábitos dos pais. "Quando chegou a minha vez, eu falei toda orgulhosa: 'meu pai fuma só baseado'", conta, entre o humor e a inocência da época.

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Direção e produção

A obra é dirigida por Betão Aguiar, filho de Paulinho Boca de Cantor, integrante dos Novos Baianos, grupo que revolucionou a música brasileira nos anos 1970. A proximidade de Betão com esse universo garante um olhar íntimo e sensível sobre as histórias narradas.

Além de Moreno e Ciça, o documentário ouve outros herdeiros de artistas ligados à contracultura, como os filhos de Rita Lee, que preferiram não se identificar em detalhes, mas cujos depoimentos enriquecem a narrativa.

Impacto e relevância

O filme chega em um momento em que a discussão sobre saúde mental e infância ganha espaço. Ao expor as complexidades de crescer em lares onde as regras eram flexíveis, "Nem Tudo É Paz E Amor" convida o público a repensar os limites entre liberdade e proteção.

A produção também resgata a memória dos Novos Baianos e da Tropicália, movimentos que marcaram a cultura nacional. Para os fãs desses artistas, é uma oportunidade de conhecer o lado mais humano e vulnerável dessas famílias.

Expectativa do público

Nas redes sociais, a estreia já gera expectativa. Fãs de Caetano e Rita Lee comentam sobre a importância de ouvir essas histórias sob a perspectiva dos filhos. "Sempre admirei a obra, mas agora quero entender como era a casa deles", escreveu um internauta.

Com depoimentos sinceros e uma direção sensível, o documentário promete emocionar e provocar reflexões sobre o legado da contracultura no Brasil.

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