O Museu da República, no Rio de Janeiro, prepara uma exposição especial para marcar os 50 anos da morte de Juscelino Kubitschek, presidente que governou o Brasil entre 1956 e 1961 e é lembrado por seu lema de “50 anos em 5” e pela construção de Brasília. A mostra, que será aberta ao público em agosto, destaca a forte ligação de JK com o Palácio do Catete, antiga sede do governo federal e atual sede do museu.
Exposição resgata memória do presidente
Segundo os organizadores, a exposição reunirá documentos históricos, fotografias e objetos pessoais de Kubitschek, muitos deles nunca exibidos ao público. O acervo inclui discursos, correspondências e itens que remetem ao período em que ele governou o país a partir do Catete, entre 1956 e 1960, antes da transferência da capital para Brasília.
“JK foi um dos presidentes mais marcantes da história republicana, e sua passagem pelo Palácio do Catete deixou marcos importantes”, afirmou o curador da exposição, em entrevista ao blog do Ancelmo Gois. “A exposição é uma oportunidade de revisitar o sonho de desenvolvimento que ele representava.”
Legado de JK e o Palácio do Catete
O Palácio do Catete foi a sede do Executivo federal até 1960, quando JK inaugurou Brasília. Durante seu mandato, o palácio testemunhou momentos decisivos, como a recepção à seleção brasileira de futebol campeã mundial de 1958, com Pelé, Garrincha e Didi, em julho daquele ano. Uma foto histórica do acervo do O GLOBO mostra JK discursando no Catete ao lado dos jogadores.
A exposição também aborda o contexto político e social dos anos JK, marcados por intensa industrialização, crescimento econômico e otimismo. No entanto, o período também foi de endividamento externo e inflação, que contribuíram para a crise dos anos seguintes.
50 anos sem JK: memória e reflexão
Juscelino Kubitschek morreu em 22 de agosto de 1976, em um acidente automobilístico na Via Dutra. A data completa cinco décadas em 2026, mas o Museu da República antecipa a homenagem com a exposição, que ficará em cartaz até o fim do ano. A mostra pretende atrair visitantes interessados em história política e também jovens que desconhecem o legado do ex-presidente.
Para o diretor do museu, a exposição é uma forma de “manter viva a memória de um líder que sonhou um Brasil moderno”. Ele ressaltou que o Catete é um símbolo desse período, e que a mostra ajuda a entender as transformações do país.



