Curta 'O Novo Corpo' é único brasileiro em festival no Canadá
Curta 'O Novo Corpo' é único brasileiro em festival canadense

Luciana Malavasi celebra a seleção de seu curta-metragem 'O Novo Corpo' para o Fantasia International Film Festival, no Canadá. O filme é o único representante brasileiro na programação do evento, que acontece em Montreal. A obra integra a mostra 'Born of Woman', dedicada exclusivamente a diretoras, e utiliza elementos de horror e fantasia para abordar questões femininas.

Único brasileiro em mostra de diretoras

O curta foi selecionado entre centenas de inscrições e se destaca como a única produção do Brasil no festival. A mostra 'Born of Woman' reúne filmes de cineastas mulheres de diversos países, promovendo a troca de experiências e a visibilidade de narrativas femininas no cinema de gênero. Malavasi destaca a importância de participar de um espaço que valoriza a perspectiva feminina: 'É uma honra representar o Brasil e poder compartilhar uma história que fala sobre violência contra corpos vulneráveis, usando a fantasia como ferramenta de denúncia'.

Trama e abordagem

'O Novo Corpo' acompanha uma mulher que, após um trauma, passa por uma transformação física e psicológica, misturando realidade e fantasia. A diretora utiliza o horror para explorar temas como autonomia corporal, violência de gênero e resistência. Segundo Malavasi, 'o gênero permite acessar camadas mais profundas da experiência feminina, que muitas vezes são silenciadas'. O filme já circulou por outros festivais, mas a seleção para o Fantasia Festival representa um marco, dada a relevância do evento no circuito de cinema fantástico.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Festival e impacto

O Fantasia International Film Festival é um dos maiores festivais de cinema de gênero das Américas, conhecido por sua programação ousada e por revelar novos talentos. A edição deste ano ocorre entre julho e agosto, com exibições presenciais e online. A presença de 'O Novo Corpo' amplia o alcance de discussões sobre violência e resistência feminina, conectando o público brasileiro a uma rede global de cineastas. Malavasi espera que o filme inspire outras diretoras a explorarem o horror como forma de expressão política e artística.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar