Turismo em favela cresce 37% na Rocinha apesar da violência
Turismo em favela cresce 37% na Rocinha apesar da violência

O turismo em favelas cariocas enfrenta o desafio de atrair investimentos em meio a episódios recorrentes de violência. Em janeiro, a Rocinha recebeu 41.852 visitantes, um salto de 37% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados divulgados pelo blog do Ancelmo Gois.

Violência interrompe visita no Dona Marta

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra turistas se escondendo durante uma operação policial no morro Dona Marta, enquanto tiros interrompem a visita ao mirante. A cena ilustra o risco que moradores e visitantes enfrentam diariamente.

“O crescimento do número de visitantes é positivo, mas a segurança ainda é um ponto crítico”, afirma Ancelmo Gois em sua coluna. A situação levanta o debate sobre como equilibrar o potencial turístico das favelas com a necessidade de garantir a integridade física de todos.

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Investimento e desafios

Apesar do aumento no fluxo de turistas, investidores ainda hesitam em apostar em infraestrutura turística nas comunidades devido à instabilidade causada por confrontos entre policiais e criminosos. A Rocinha, uma das maiores favelas do Rio de Janeiro, é um exemplo de destino que atrai visitantes interessados em cultura local e vistas panorâmicas, mas que sofre com a violência armada.

O blog destaca que o turismo em favelas movimenta a economia local, com guias, artesãos e pequenos comerciantes se beneficiando. No entanto, a recorrência de operações policiais e tiroteios afasta parte do público e dificulta a consolidação de um turismo sustentável.

Números do turismo na Rocinha

Os 41.852 visitantes de janeiro representam um recorde para o mês, superando os 30.550 do ano anterior. A alta de 37% é atribuída a uma combinação de divulgação em redes sociais e pacotes turísticos focados em comunidades. Porém, especialistas alertam que a violência pode frear esse crescimento se não houver ações efetivas de segurança.

O caso do Dona Marta, onde os turistas precisaram se abrigar durante os tiros, evidencia a fragilidade do setor. A coluna conclui que, sem paz nas comunidades, o potencial turístico das favelas continuará sendo um desafio a ser superado.

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