Cachoeira volta a fluir após intervenção histórica
A cachoeira mais alta do Salto Corumbá, localizada em Corumbá de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, voltou a ter água em 1988 após permanecer seca por mais de 250 anos. O motivo do desaparecimento da queda d'água foi um desvio no Rio Corumbá durante a exploração de ouro na região no século XVIII, conforme explica o historiador Ramir Curado.
De acordo com Curado, a cachoeira, que hoje é um dos principais cartões-postais do estado de Goiás, era considerada um obstáculo para os garimpeiros da época. O desvio artificial desviou o curso natural do rio, deixando o leito da queda d'água completamente seco por séculos.
Recuperação do leito natural na pavimentação da BR-414
Cleber Nerys, coordenador da Rota dos Pireneus e gestor do Salto Corumbá, relatou que a recuperação do leito natural ocorreu durante as obras de pavimentação da BR-414, rodovia que acompanha o Rio Corumbá por vários quilômetros. A intervenção foi realizada pelo proprietário da área, Rodrigo Estivallet Borges Teixeira, que restaurou o curso original do rio, permitindo que a água voltasse a cair na cachoeira de aproximadamente 50 metros de altura.
Mesmo após a recuperação, o antigo desvio permanece visível e pode ser conhecido pelos visitantes durante as atividades realizadas no parque, servindo como testemunho da história local.
Turismo e história em Corumbá de Goiás
Corumbá de Goiás surgiu em 8 de setembro de 1730, com a descoberta de ouro no rio que lhe deu nome, segundo Ramir Curado. Na quinta-feira (9), a cidade completou 296 anos. Com foco no turismo, o município integra a região turística dos Pireneus e oferece patrimônios históricos, trilhas, paisagens naturais e cachoeiras.
O Salto Corumbá recebe cerca de 120 mil visitantes por ano, de acordo com a Secretaria Municipal de Turismo. O local reúne seis cachoeiras, sendo a principal delas com aproximadamente 50 metros de altura. O proprietário Rodrigo Estivallet destacou que o ponto turístico é muito procurado pelo contato com a natureza e o distanciamento da agitação urbana. "As pessoas vão até Corumbá de Goiás em busca de contato com a natureza, viver experiências e estar em um contexto de desaceleração e contemplação", declarou.



