Home office em queda impulsiona locação de escritórios em SP
Home office em queda impulsiona locação de escritórios em SP

Apesar de um ciclo marcado pela devolução de escritórios por instituições problemáticas como Banco Master, Fictor e Reag, o mercado paulistano de prédios corporativos mantém-se aquecido. É o que mostra relatório da consultoria imobiliária Newmark. As locações totalizaram 175 mil m² no segundo trimestre, o equivalente a cerca de 22 campos de futebol. Esse número representa um aumento de 13% em relação ao primeiro trimestre e de 8% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Fim do home office como motor

A diminuição do home office e o aumento da frequência do expediente presencial seguem como o principal motor para o crescimento da área alugada. “Esse tem sido o cerne do aquecimento da demanda. É isso que mais motivou as empresas a fazerem novas locações e mudanças para prédios maiores”, afirmou a diretora de pesquisa de mercado da Newmark, Mariana Hanania.

Mesmo com as devoluções, a absorção líquida — saldo entre locações e devoluções — manteve-se positiva em 72 mil m². “As devoluções estavam girando em torno de 60 mil m² a 70 mil m² nos trimestres anteriores, mas deram uma aumentada”, observou Mariana.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Vacância em queda

Os espaços vagos no mercado caíram para 14,4% no segundo trimestre, abaixo dos 14,9% do primeiro trimestre e inferiores aos 18% registrados no mesmo período do ano passado. “Tudo isso mostra que a recuperação do mercado de escritórios segue robusta. As locações estão aquecidas, e o aumento das devoluções foi devido a casos pontuais, sem configurar uma tendência”, avaliou a diretora da consultoria.

Entre as devoluções que marcaram o ciclo está a do Banco Master, liquidado pelo Banco Central. Ele devolveu 8 mil m² (cinco andares) no Prédio da Baleia, espaço ocupado pouco tempo depois pela Shopee. Depois, o Master devolveu mais 13 mil m² no Auri Plaza, que ainda está vazio. A Reag devolveu o Bothanic, de 5,1 mil m², que abrigava sua sede numa travessa da Faria Lima. Recentemente, o BMA Advogados ficou com o espaço. A Fictor também se mudou do Jatobá Green Building, deixando 3,4 mil m². Fora desse universo de instituições problemáticas, o Bradesco foi responsável pela maior devolução no segundo trimestre: 16 mil m² em Alphaville, no Edifício Alpha Building.

Empresas de serviços lideram locações

As empresas de serviços — em especial de tecnologia e do setor financeiro — seguem liderando as principais locações, priorizando edifícios modernos, localizações estratégicas e certificações ambientais. A Amazon arrematou, sozinha, 46 mil m² no Biosquare, em Pinheiros, locação acertada no ano passado com mudança recente. A fintech Gooroo Crédito, por exemplo, alugou 3,7 mil m² (4º e 5º andares) da torre Diamond, do Rochaverá Corporate Towers, na Chucri Zaidan, em frente ao Shopping Morumbi. O foco foi se preparar para ciclos de crescimento da companhia. A operação foi conduzida pela Arch Capital, gestora do fundo que é um dos donos do complexo.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar