Cuba: mais de 70% dos hotéis fechados por sanções dos EUA
Cuba: mais de 70% dos hotéis fechados por sanções dos EUA

O governo cubano anunciou que mais de 70% dos hotéis do país estão atualmente fechados, atribuindo a situação às sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos. O turismo, segunda maior fonte de entrada de divisas em Cuba, emprega mais de 300 mil pessoas em uma população de 9,4 milhões, segundo dados oficiais até janeiro.

Impacto das sanções no setor hoteleiro

De acordo com autoridades cubanas, a maioria dos hotéis paralisou suas operações devido à escassez de insumos e à queda no fluxo de turistas, agravadas pelas restrições comerciais americanas. O grupo espanhol Meliá, por exemplo, deixou de administrar 15 hotéis em Cuba que operava em parceria com o conglomerado local Gaesa.

O setor turístico cubano já vinha enfrentando dificuldades desde a pandemia de Covid-19, mas as sanções recentes aprofundaram a crise. A falta de acesso a produtos básicos, como alimentos e materiais de construção, também afeta a manutenção das unidades hoteleiras.

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Reação do governo e perspectivas

O governo cubano responsabiliza diretamente o embargo econômico dos EUA, que dificulta a compra de equipamentos e a atração de investimentos estrangeiros. Enquanto isso, o país busca alternativas, como parcerias com Rússia e China, para reativar o turismo.

A situação levanta preocupações sobre o futuro do emprego no setor, que já sofreu cortes significativos. Segundo fontes oficiais, mais de 300 mil trabalhadores estão direta ou indiretamente ligados ao turismo, e o fechamento dos hotéis coloca em risco milhares de postos de trabalho.

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