As ações da Petrobras (PETR3;PETR4) registram uma sessão de ganhos nesta quarta-feira (29), impulsionadas por uma combinação de dados de produção considerados positivos e pela forte alta do petróleo no mercado internacional. Às 10h15 (horário de Brasília), PETR3 subia 2,41%, cotada a R$ 47,54, enquanto PETR4 avançava 2,23%, para R$ 42,12. No mercado de petróleo, o brent disparava cerca de 7% pela manhã, aproximando-se novamente dos US$ 90 por barril.
Petróleo dispara com ameaça de Trump ao Irã
Os preços do petróleo bruto aceleraram os ganhos nesta quarta-feira (29) depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA atingiriam o Irã com força em retaliação a uma tentativa de ataque surpresa contra forças americanas no Oriente Médio. Por volta das 10h (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, subiam cerca de 7%, para US$ 89,94 o barril. Já os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançavam aproximadamente 6,9%, para US$ 84,69.
Em entrevista à Fox News, Trump declarou que o Irã “vai levar uma surra” depois que o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica disparou mísseis balísticos contra forças dos EUA. “Vamos atingi-los com força”, afirmou o presidente, aumentando as tensões geopolíticas e elevando o prêmio de risco no mercado de petróleo.
Produção recorde da Petrobras no 2T26
Em destaque no cenário doméstico, a Petrobras elevou a produção de petróleo no Brasil em 15,2% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior, impulsionando as exportações. O crescimento foi impulsionado pelo avanço na produção de novas plataformas, pela abertura de mais poços produtores e pelo aumento da eficiência operacional, informou a companhia em seu relatório de produção e vendas.
A companhia produziu 2,69 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo no país entre abril e junho, ante 2,33 milhões de bpd nos mesmos três meses de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, houve uma alta de 4,1% na produção de petróleo da Petrobras no Brasil.
Ramp-up de plataformas e novos sistemas
A Petrobras atribuiu o desempenho ao “ramp-up” das plataformas do tipo FPSOs Maria Quitéria, no campo de Jubarte; Alexandre de Gusmão, no campo de Mero; e P-78, no campo de Búzios, além do início de produção da P-79, também em Búzios, em maio. Para a XP Investimentos, a tendência é de continuidade do crescimento da produção nos próximos trimestres, sustentada pela entrada gradual de novos sistemas de produção e pelo avanço das unidades já instaladas.
A corretora também chama atenção para uma redução de estoques de aproximadamente 198 mil barris por dia durante o trimestre, fator que pode contribuir positivamente para os resultados financeiros da estatal.
Refino bate recorde histórico
Outro ponto que chamou a atenção foi o desempenho do segmento de refino. A taxa de utilização das refinarias chegou a 101%, recorde histórico da Petrobras, contra 95% no primeiro trimestre. A produção de derivados avançou para 1,918 milhão de barris por dia, crescimento de aproximadamente 6% na comparação trimestral.
Com a combinação de produção crescente, refino operando no limite e petróleo em alta devido a tensões geopolíticas, as ações da Petrobras encontram um ambiente favorável para valorização. O mercado agora aguarda os balanços do segundo trimestre, que devem refletir esses números operacionais robustos.



