O crescimento econômico e os incentivos fiscais estão impulsionando o armazenamento de energia em baterias no Brasil. Segundo estudo da Associação Brasileira de Armazenamento de Energia (ABAE), os investimentos no setor devem atingir R$ 5 bilhões até 2027, um aumento de 40% em relação ao período anterior.
Expansão de projetos
Diversas empresas anunciaram novos projetos de baterias em larga escala. A Energia Brasil, por exemplo, iniciou a construção de um parque de baterias com capacidade de 100 MW no Ceará. "O armazenamento é essencial para integrar fontes renováveis e garantir a estabilidade da rede", afirmou o diretor-executivo da ABAE, João Carlos Silva.
Impacto econômico
O setor deve gerar mais de 10 mil empregos diretos e indiretos nos próximos três anos. Além disso, a redução de custos das baterias de íon-lítio, que caíram 20% nos últimos dois anos, torna os projetos mais viáveis economicamente. O governo federal estuda novas linhas de financiamento para acelerar a adoção da tecnologia.
Desafios e perspectivas
Especialistas apontam que a regulamentação ainda precisa evoluir para garantir segurança jurídica aos investidores. "Precisamos de um marco legal claro para o armazenamento de energia", destacou Silva. A expectativa é que o Brasil se torne um dos líderes mundiais em armazenamento estacionário até 2030.



