A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 526 milhões na terceira semana de julho, entre os dias 17 e 23, informou o Ministério da Economia nesta sexta-feira. O resultado positivo foi impulsionado por exportações de US$ 5,421 bilhões e importações de US$ 4,895 bilhões.
Exportações crescem puxadas por commodities
No período, as vendas externas somaram US$ 5,421 bilhões, com média diária de US$ 1,084 bilhão. O aumento foi de 16,1% em relação à média da terceira semana de julho de 2025, quando as exportações atingiram US$ 4,670 bilhões. O crescimento foi puxado principalmente por commodities como minério de ferro, petróleo e soja.
As importações totalizaram US$ 4,895 bilhões, com média diária de US$ 979 milhões, alta de 21,3% na mesma comparação. O destaque foi a compra de fertilizantes, máquinas e equipamentos industriais, além de produtos farmacêuticos.
Acumulado do mês e do ano
No acumulado de julho até o dia 23, o saldo comercial é positivo em US$ 2,081 bilhões, com exportações de US$ 16,8 bilhões e importações de US$ 14,7 bilhões. Em todo o ano de 2026, o superávit chega a US$ 43,2 bilhões, valor 12% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Segundo o Ministério da Economia, a redução no superávit anual reflete o aumento das importações, que cresceram 18% em relação ao ano passado, enquanto as exportações avançaram 8%.
Perspectivas para o segundo semestre
O secretário de Comércio Exterior, Roberto Fendt, afirmou que a expectativa é de que o superávit comercial brasileiro feche 2026 em torno de US$ 60 bilhões. "Apesar da desaceleração econômica global, o Brasil mantém competitividade em setores estratégicos como agronegócio e mineração", disse Fendt. Ele também destacou que a recuperação das importações de bens de capital indica retomada dos investimentos produtivos no país.



