Nesta segunda-feira (13), os índices S&P 500 e Nasdaq operam em queda, pressionados por um ambiente externo adverso e pela proximidade de resistências técnicas importantes. Por volta das 13h, o S&P 500 recuava 0,5%, aos 7.533 pontos, enquanto o Nasdaq caía 1,1%, aos 25.985 pontos. O movimento reflete cautela dos investidores diante de regiões que podem definir a continuidade da recuperação recente.
Contexto geopolítico e balanços ampliam incertezas
A troca de ataques entre Estados Unidos e Irã durante o fim de semana elevou o temor de uma escalada do conflito no Oriente Médio. Segundo analistas, isso pode impactar o preço do petróleo, a inflação e as expectativas para os juros americanos. Além disso, o mercado se posiciona para uma semana movimentada da temporada de balanços. JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Morgan Stanley, Bank of America, Citigroup e Wells Fargo estão entre as 28 empresas do S&P 500 que divulgarão resultados, ampliando a atenção sobre a capacidade dos índices de sustentar a recuperação diante do aumento da volatilidade.
Análise técnica do Nasdaq
O Nasdaq completou a segunda semana consecutiva de alta, retomando parte das perdas da correção iniciada após a máxima histórica em 27.190 pontos. O índice voltou a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, encerrando a última sessão com alta de 0,29%, aos 26.281 pontos. Em julho, acumula valorização de 0,26%. Para dar continuidade ao movimento, é importante superar as resistências em 26.305/26.685 pontos e, posteriormente, a máxima histórica em 27.190 pontos. Acima disso, os próximos objetivos são 27.545/27.895 pontos e 28.330/29.000 pontos. Na ponta negativa, a perda dos suportes em 25.520/24.980 pontos pode recolocar o índice em trajetória corretiva, abrindo espaço para 24.200/23.165 pontos e, em cenário mais amplo, 22.500/22.020 pontos.
Análise técnica do S&P 500
O S&P 500 mantém estrutura técnica positiva, negociando acima das médias móveis e sustentando o movimento de recuperação. O índice acumula alta de 1,32% em julho e é negociado a 7.577 pontos, muito próximo da máxima histórica em 7.618 pontos. Um rompimento dessa resistência pode abrir espaço para novos recordes, com objetivos em 7.675/7.740 pontos e, posteriormente, 7.810/7.935 pontos. Por outro lado, a perda dos suportes em 7.420/7.289/7.222 pontos poderá provocar correção mais ampla, levando o índice para 7.045/6.890 pontos e, em cenário mais longo, para 6.727 pontos.
Bitcoin também recua com tensões geopolíticas
O Bitcoin continua em estrutura de baixa, mas vinha mostrando sinais de recuperação desde o suporte em US$ 57.800. Nesta segunda-feira, o ativo recua 0,73% na última hora e 2,63% nas últimas 24h, cotado a US$ 62.271. O ativo voltou a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, mas ainda permanece abaixo da barreira dos US$ 70.000. Para que a recuperação ganhe consistência, será necessário superar as resistências em US$ 64.700/US$ 67.292/US$ 70.465. Acima disso, os próximos objetivos são US$ 74.450/US$ 78.200, com alvo mais longo em US$ 82.850. Na ponta negativa, a perda dos suportes em US$ 61.300/US$ 57.800 pode acelerar a pressão vendedora, levando o ativo para US$ 52.550/US$ 49.000 e, posteriormente, US$ 43.880/US$ 38.555.



