A arrecadação tributária federal atingiu R$ 1,298 trilhão no primeiro semestre de 2024, um crescimento real de 9,08% em relação ao mesmo período de 2023, segundo a Receita Federal. O valor é o maior da série histórica iniciada em 1995.
Em junho, a receita total foi de R$ 208,8 bilhões, alta de 11,02% ante junho de 2023, também recorde para o mês. O resultado anterior mais alto havia sido em 2022, com R$ 194,6 bilhões.
As receitas administradas pela Receita somaram R$ 200,5 bilhões em junho (alta real de 9,97%) e R$ 1,235 trilhão no semestre (alta de 8,93%). O desempenho foi impulsionado por tributos sobre comércio exterior (45,71%), PIS/Cofins (21,95%), IRRF sobre capital (10,10%) e trabalho (12,34%).
O coordenador Marcelo Gomide atribuiu o resultado do comércio exterior à taxa de câmbio, ao valor das importações em dólar e à recomposição de alíquotas da Tarifa Externa Comum do Mercosul. No ano, o PIS/Cofins cresceu 18,79%, o IRPF sobre capital 20,59% e o IRPF sobre atualização de bens no exterior 21,26%.
Medidas extraordinárias, como a tributação de fundos exclusivos, contribuíram com R$ 14,16 bilhões no semestre, enquanto as ações para mitigar os efeitos das chuvas no Rio Grande do Sul representaram perda de R$ 8 bilhões. Sem os pagamentos atípicos, o crescimento real seria de 10,37% no período.
O chefe do Centro de Estudos Tributários, Claudemir Malaquias, destacou que o crescimento da arrecadação supera os índices macroeconômicos graças às medidas de incremento. A meta fiscal para 2024 é déficit zero, com tolerância de 0,25% do PIB, e a projeção atual é de rombo de R$ 28,8 bilhões.



