O mercado financeiro brasileiro iniciou a semana com movimentos contrastantes. Enquanto o petróleo despencou com sinais de trégua no Oriente Médio, levando ações da Petrobras, PRIO e PetroRecôncavo a fortes quedas, outros setores comemoraram recordes e recomendações positivas. A Embraer atingiu a maior carteira de pedidos de sua história, enquanto os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) se aproximam de R$ 1 trilhão em patrimônio. Gestores veem espaço para crescimento, apesar dos “sustos” no crédito no primeiro semestre.
Petróleo em queda livre: Brent abaixo de US$ 90
O petróleo tipo Brent recuou forte na segunda-feira (27), caindo abaixo dos US$ 90 por barril, após notícias de um possível cessar-fogo no Oriente Médio. O movimento derrubou as ações do setor: PRIO, Petrobras e PetroRecôncavo foram os principais destaques de baixa. Analistas monitoram o impacto nos resultados do segundo trimestre.
Embraer dispara com carteira recorde
A Embraer viu suas ações subirem após anunciar a maior carteira de pedidos já registrada. O recorde foi impulsionado por encomendas no segmento de aviação comercial e executiva. Investidores questionam se ainda há espaço para valorização, mas o mercado reagiu positivamente ao volume de novos contratos.
FIDCs perto de R$ 1 tri: gestores veem potencial
Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) estão prestes a atingir R$ 1 trilhão em patrimônio líquido. Gestores destacam que, apesar do crescimento expressivo, ainda há muito espaço para expansão, especialmente com a diversificação de ativos e a busca por maior rentabilidade em cenário de juros elevados.
BBA reforça aposta em construtoras populares
O BBA (Banco do Brasil Asset) elevou sua recomendação para construtoras focadas no programa Minha Casa Minha Vida, citando crédito forte da Caixa Econômica Federal. A expectativa é de que o financiamento imobiliário continue aquecido, beneficiando empresas como MRV e Direcional.
WEG: “nova fase” gera dupla elevação
A WEG recebeu dupla elevação de recomendação para compra, com analistas apontando uma “nova fase” de crescimento, impulsionada por demanda em energia limpa e automação industrial. As ações saltaram no pregão, refletindo o otimismo do mercado.
Mercado de capitais bate recorde no 1º semestre
O mercado de capitais brasileiro registrou volume recorde de emissões no primeiro semestre de 2025, apesar de “sustos” pontuais no crédito. O levantamento mostra que ofertas de ações e títulos de dívida superaram as expectativas, com destaque para operações de infraestrutura e energia.
Outros destaques do dia
O JPMorgan rebaixou a Isa Energia (ISAE4) para neutro, vendo menos espaço para valorização. Já a Ultrapar atingiu máxima histórica, enquanto a Engie se aproxima de condição de sobrevenda, segundo o IFR. No setor de seguros, pesquisa aponta que 85% dos moradores de favelas têm interesse no produto, mas a renda limita o acesso.



