O mercado financeiro acompanhou uma série de indicadores e balanços nesta quinta-feira. O PIB dos Estados Unidos desapontou, o IGP-M brasileiro aprofundou a deflação, e empresas como Ambev e Usiminas divulgaram resultados do segundo trimestre. Além disso, o núcleo do PCE nos EUA veio levemente abaixo do esperado.
PIB dos EUA fica abaixo do esperado
O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos registrou alta anualizada de 1,5% no primeiro trimestre de 2026, abaixo da expectativa de 1,8%. O dado reforça sinais de desaceleração da maior economia do mundo, mas ainda mantém o Federal Reserve em alerta sobre a inflação.
IGP-M aprofunda queda em julho
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 0,8% em julho, aprofundando a deflação observada nos meses anteriores. O recuo foi puxado pelos preços no atacado, especialmente de commodities. No acumulado em 12 meses, o índice acumula alta de 2,1%, bem abaixo do pico recente.
Ambev frustra projeções no 2T
A Ambev reportou lucro forte no segundo trimestre, mas as projeções foram frustradas pelo mercado, que olha além do efeito Copa do Mundo. A receita líquida cresceu 4% na comparação anual, mas o volume de vendas caiu 1%, impactado por custos e concorrência. O mercado aguarda os próximos passos da companhia.
Usiminas entrega em linha, mas sinaliza perda de fôlego
A Usiminas divulgou resultados em linha com as expectativas no 2T, mas a siderúrgica alertou para uma perda de fôlego no segundo semestre. O lucro líquido foi de R$ 1,2 bilhão, estável ante o ano anterior, enquanto as vendas de aço caíram 3%. A empresa atribuiu a desaceleração à menor demanda da China e à incerteza global.
Inflação nos EUA: núcleo do PCE sobe 0,1% em junho
O núcleo do PCE, medida preferida de inflação do Fed, subiu 0,1% em junho, levemente abaixo do esperado (0,2%). Na comparação anual, o índice avançou 2,4%, dando alívio aos mercados. Apesar disso, o Fed mantém tom cauteloso.
Lula e Alckmin: erros não custarão eleição?
Em meio aos dados econômicos, o presidente Lula afirmou: “Se eu e Alckmin errarmos agora, o acerto foi tanto que não perderemos a eleição”. A declaração foi feita em evento político, e gerou reações diversas. O cenário eleitoral de 2026 já começa a se aquecer.



