Itamaraty atualiza dados: 127 brasileiros mortos ou desaparecidos na guerra
127 brasileiros mortos ou desaparecidos na guerra Ucrânia-Rússia

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil atualizou os dados oficiais sobre brasileiros envolvidos no conflito entre Rússia e Ucrânia, totalizando 127 casos entre mortos e desaparecidos. Desse total, 35 são óbitos confirmados e 92 pessoas constam como desaparecidas em combate, conforme comunicações formais dos governos dos dois países.

Atualização dos números oficiais

Segundo o Itamaraty, os números foram revisados com base em informações repassadas pelas autoridades russas e ucranianas. A chancelaria brasileira mantém contato constante com as famílias e presta assistência consular aos casos. O aumento em relação a levantamentos anteriores reflete a dificuldade de acesso a áreas de conflito e a demora na confirmação de identidades.

Desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, o governo brasileiro orienta seus cidadãos a deixarem a região e reforça o alerta contra o alistamento voluntário nas forças armadas de qualquer dos lados. A prática é considerada ilegal pela legislação brasileira, que proíbe cidadãos de participar de conflitos armados estrangeiros sem autorização.

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Riscos do alistamento voluntário

Em nota, o Itamaraty destacou que brasileiros que se alistam voluntariamente para combater na Ucrânia ou na Rússia estão sujeitos a riscos extremos, incluindo morte, ferimentos graves e prisão. Além disso, podem responder por crime de mercenarismo no Brasil, com penas que variam de 4 a 12 anos de reclusão. A chancelaria recomenda que todos os brasileiros na região entrem em contato com a embaixada mais próxima para registro e orientação.

Os 35 óbitos confirmados incluem brasileiros natos e naturalizados que atuavam como combatentes ou estavam em áreas atingidas por bombardeios. Já os 92 desaparecidos abrangem casos em que não há confirmação de morte, mas as famílias perderam o contato. O Itamaraty não divulga nomes por questões de privacidade, mas presta apoio individualizado.

Contexto do conflito e assistência consular

A guerra entre Rússia e Ucrânia completa três anos em fevereiro de 2025, com milhares de estrangeiros envolvidos de ambas as partes. O Brasil mantém representações diplomáticas em Moscou e Kiev, que atuam na localização de desaparecidos e na repatriação de corpos. O governo brasileiro também negocia com os dois países para garantir acesso a prisioneiros de guerra brasileiros.

Especialistas em direito internacional apontam que o envolvimento de brasileiros no conflito é preocupante, pois muitos são recrutados por grupos armados ou aliciados por promessas de pagamento. A legislação brasileira é clara ao proibir a participação em hostilidades sem autorização, mas a fiscalização é limitada. O Itamaraty reitera o pedido para que cidadãos evitem viagens à região e busquem sair imediatamente se estiverem no local.

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