O Produto Interno Bruto dos Estados Unidos registrou alta anualizada de 1,5% no primeiro trimestre de 2026, resultado inferior ao esperado pelo mercado. O dado, divulgado nesta quinta-feira, reforça a percepção de desaceleração da maior economia do mundo, que enfrenta juros ainda elevados. O número ficou abaixo do consenso e gerou reações imediatas nos mercados globais.
Mercados reagem ao PIB dos EUA
Com o PIB abaixo do esperado, o dólar opera em queda frente ao real, beneficiado pelo cenário externo. O Ibovespa recua forte, refletindo a aversão ao risco. Analistas apontam que a desaceleração americana pode levar o Federal Reserve a cortar os juros mais cedo do que o previsto, o que aliviaria a pressão sobre ativos de mercados emergentes. O Morgan Stanley vê alívio para ações do Brasil após o Fed, mas alertou que o "limbo" não acabou, indicando que a recuperação pode ser gradual.
No mercado de commodities, o minério de ferro caiu para a mínima de um ano na China, com perdas das siderúrgicas. Isso impacta negativamente as ações da Vale, que aguarda a divulgação do balanço do segundo trimestre. A Vale deve reportar resultados na próxima semana, e o mercado espera impacto dos preços do minério.
IGP-M aprofunda queda
No Brasil, o IGP-M aprofundou sua queda em julho. O índice, que mede a inflação ao produtor e consumidor, foi puxado por reduções nos preços de commodities e energia. A deflação no atacado continua a pressionar o indicador, que acumula variação negativa no ano. Especialistas veem espaço para novas quedas, o que pode beneficiar o poder de compra das famílias, mas preocupa setores produtivos.
Resultados corporativos mistos
A Ambev frustrou projeções no segundo trimestre, apesar de um lucro forte. A ação da empresa caiu no pregão, refletindo a frustração dos investidores com as perspectivas de curto prazo. Já a Usiminas entregou resultados em linha com o esperado, mas a ação caiu forte devido a sinais negativos para o futuro, como a queda nos preços do aço. O mercado monitora de perto os balanços, incluindo o da Apple, que após alta de mais de 24% em 2026 pode ter seu rali impactado pelo balanço trimestral. A Apple divulga resultados na próxima semana, e o guidance será crucial.
Política e eleições 2026
No campo político, o presidente Lula fez uma declaração marcante. Segundo Lula, "se eu e Alckmin errarmos agora, acerto foi tanto que não perderemos eleição". A fala ocorre em meio às articulações para 2026, onde o governo busca consolidar sua base. Pesquisas Quaest mostram cenários eleitorais em estados como Ceará, Rio Grande do Sul e Goiás, com lideranças variadas. No Ceará, Ciro lidera contra Elmano; no RS, Juliana Brizola empata com Zucco; em Goiás, Daniel Vilela lidera.
Além disso, o chanceler argentino descartou rompimento com o Brasil, aliviando tensões diplomáticas. No Oriente Médio, o Irã atacou bases americanas e a Arábia Saudita se juntou aos EUA em ataques no Iraque, elevando o risco geopolítico.
Outros destaques
No mercado de seguros, a classe C lidera o seguro automóvel, mas 71% dos carros ainda não têm cobertura. O El Niño aumenta risco de enchentes, alterando o seguro residencial. No mundo tech, empresas de IA estão recrutando eletricistas e carpinteiros, e milhões de livros são comprados para alimentar IAs, muitos dos quais destruídos. A Nestlé transformou um roubo de chocolate em uma aula de branding, mostrando criatividade corporativa.
Os próximos dias serão marcados por mais balanços e dados econômicos. O núcleo do PCE dos EUA subiu 0,1% em junho, levemente abaixo do esperado, reforçando a tendência de desinflação. No Brasil, a inadimplência do aluguel recuou, mas pequenos negócios seguem sob pressão. O mercado de ETFs acelera no Brasil, ampliando espaço na indústria de fundos. O investidor deve ficar atento às oportunidades em meio à volatilidade.



