Dados do PIB americano frustram expectativas
O Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu a uma taxa anualizada de 1,5% no primeiro trimestre de 2026, abaixo da previsão de 1,8% esperada por analistas consultados pela Reuters. O resultado representa uma desaceleração em relação ao trimestre anterior, quando a economia americana expandiu 2,1%.
Componentes do PIB mostram fraqueza generalizada
A desaceleração foi puxada por quedas nos investimentos residenciais e nos gastos do governo, enquanto o consumo das famílias, principal motor da economia, cresceu apenas 1,2%, menor ritmo desde 2023. As exportações também recuaram, refletindo a desaceleração da demanda global. Segundo o relatório, o índice de preços dos gastos com consumo (PCE) subiu 2,3% em relação ao ano anterior, ainda acima da meta do Federal Reserve.
Impacto nos mercados e perspectivas
O dado mais fraco do que o esperado gerou reação imediata nos mercados financeiros. O índice S&P 500 abriu em queda de 0,5%, enquanto o dólar recuou ante uma cesta de moedas, com o DXY caindo 0,3%. No Brasil, o Ibovespa operava em baixa, influenciado pelo pessimismo externo. Economistas do Goldman Sachs afirmaram que o resultado reforça a expectativa de que o Fed possa interromper o ciclo de alta de juros, mas alertam que a inflação ainda preocupa.
Para o Brasil, a desaceleração americana pode reduzir a demanda por exportações brasileiras, especialmente commodities. No entanto, pode também aliviar a pressão sobre o Congresso para manter juros altos, o que beneficiaria ativos de risco. O mercado aguarda a divulgação do PIB do segundo trimestre para confirmar a tendência.



