A Petrobras (PETR3/PETR4) comunicou ao mercado nesta quarta-feira a conclusão do resgate antecipado de US$ 700 milhões em títulos globais com vencimento em 2026. A operação, equivalente a aproximadamente R$ 3,532 bilhões, foi realizada para reduzir o endividamento da companhia e otimizar a gestão de passivos.
Detalhes da operação
Os títulos resgatados, emitidos no mercado internacional, tinham cupom de 5,75% ao ano e venciam em 2026. A Petrobras exerceu a opção de compra antecipada (call option) prevista na escritura da emissão, pagando o valor de face acrescido de juros acumulados. A operação foi financiada com recursos próprios da companhia, sem necessidade de novas captações.
Impacto financeiro
Com o resgate, a Petrobras reduz seu endividamento bruto em US$ 700 milhões, contribuindo para a melhora de seus indicadores de alavancagem. A empresa afirmou que a medida está alinhada à sua estratégia de gestão de passivos, que busca reduzir custos financeiros e alongar o perfil da dívida. Segundo o diretor financeiro da Petrobras, Sergio Caetano Leite, “a operação demonstra a disciplina financeira da companhia e a confiança na geração de caixa, permitindo a redução do endividamento de forma responsável”.
Contexto de mercado
O anúncio ocorre em meio à volatilidade nos mercados internacionais, com a Petrobras aproveitando a janela de oportunidade para realizar o resgate. A petroleira tem adotado uma política de redução de dívida nos últimos anos, tendo quitado mais de US$ 30 bilhões em passivos desde 2019. A empresa encerrou o segundo trimestre de 2024 com uma dívida bruta de US$ 56,8 bilhões, ante US$ 60,2 bilhões no trimestre anterior.
Reação do mercado
Os investidores reagiram positivamente à notícia, com as ações da Petrobras registrando alta no pregão. Analistas do Credit Suisse destacaram que a operação “reforça a solidez financeira da companhia e reduz o risco de crédito”. O resgate também foi bem recebido por agências de rating, que veem a redução da dívida como fator positivo para a classificação de risco da empresa.
Próximos passos
A Petrobras não descarta novas operações de resgate no futuro, caso as condições de mercado sejam favoráveis. A companhia mantém o objetivo de reduzir sua dívida bruta para algo entre US$ 50 bilhões e US$ 55 bilhões até o final de 2025, conforme seu plano de negócios. A empresa também estuda a possibilidade de emitir novos títulos no mercado internacional para alongar o perfil da dívida, mas sem aumentar o endividamento total.



