O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de contrastes, com notícias que vão desde o recorde da carteira de pedidos da Embraer até o rebaixamento de ações de seguradoras pelo Morgan Stanley. Enquanto isso, o impulso fiscal do governo mais que dobrou em três meses, pressionando inflação e juros, segundo a FGV.
Impulso fiscal acende alerta
De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o impulso fiscal brasileiro mais que duplicou nos últimos três meses, gerando pressão sobre a inflação e a taxa Selic. O indicador mede o impacto das contas públicas sobre a demanda agregada, e o aumento acentuado preocupa analistas quanto à sustentabilidade da política monetária.
FIDCs se aproximam de R$ 1 trilhão
Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) estão perto de atingir R$ 1 trilhão em patrimônio líquido. Gestores apontam que ainda há muito espaço para crescimento, impulsionado pela busca por ativos de crédito privado com maior rentabilidade. “O mercado de FIDCs tem amadurecido e se tornado uma alternativa relevante para investidores”, afirmam especialistas do setor.
Petrobras e petróleo em queda
A Petrobras, junto com PRIO e PetroRecôncavo, foi destaque de queda com a forte baixa do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent recuou mais de 2%, arrastando as ações do setor. Apesar disso, há cinco motivos para otimismo com a estatal, segundo analistas: dividendos robustos, redução de dívida, pré-sal, governança e potencial de valorização.
WEG salta após upgrade
A WEG recebeu dupla elevação de recomendação para compra, com analistas citando uma “nova fase de crescimento”. As ações saltaram mais de 3% no pregão, impulsionadas por expectativas de expansão em mercados externos e aumento de eficiência operacional.
Caixa e construtoras populares
O BBA reforçou a aposta em construtoras focadas no segmento popular, como MRV e Direcional, citando a força do crédito habitacional da Caixa Econômica Federal. O banco vê espaço para crescimento sustentado diante do déficit habitacional e das linhas de financiamento acessíveis.
Embraer em alta com recorde
A Embraer subiu após anunciar que sua carteira de pedidos atingiu um recorde histórico, impulsionada por encomendas de jatos comerciais e executivos. Analistas questionam se há espaço para mais valorização, mas a empresa mantém perspectivas otimistas para entregas futuras.
Seguros sob pressão
O Morgan Stanley rebaixou as ações de BB Seguridade, Caixa Seguridade e Porto Seguro, resultando em queda nos papéis. O banco justificou a decisão com a expectativa de menor crescimento dos lucros e aumento da concorrência no setor.
Vale perde força
O Goldman Sachs cortou a recomendação da Vale (VALE3) para neutra, citando poucos gatilhos de curto prazo. A ação caiu no pregão, refletindo a visão de que o minério de ferro pode enfrentar desafios na demanda chinesa.
Coca-Cola e euro renovam identidade
No mundo corporativo, a Coca-Cola anunciou mudanças em suas embalagens, com nova identidade visual que busca modernizar a marca. Já as notas de euro vão mudar pela primeira vez desde 2002, com novos desenhos que representam a história e a cultura europeia.
Economia de Trump: choques e estagnação
No cenário internacional, a economia americana sob Donald Trump é descrita como uma história de choques, resiliência e sinais de estagnação. Enquanto isso, falas do presidente argentino Javier Milei contra Lula e o ministro Alexandre de Moraes ganharam destaque na imprensa internacional, acirrando tensões diplomáticas.
Mercados globais e guerra na Ucrânia
As bolsas europeias fecharam em alta, com pausa nos ataques entre EUA e Irã, mas Lisboa destoou. A Rússia sinalizou disposição para considerar novas ideias sobre o processo de paz na Ucrânia. Já o tráfego marítimo no Mar Vermelho diminuiu após ataque dos houthis à Arábia Saudita.



