Petrobras (PETR4) liderou as quedas do Ibovespa nesta segunda-feira, acompanhando a forte baixa do petróleo no exterior. PRIO e PetroRecôncavo também foram destaque negativo. Enquanto isso, Embraer e WEG subiram com notícias positivas: a primeira bateu recorde na carteira de pedidos, e a segunda recebeu uma dupla elevação de recomendação para compra. O mercado também digeriu o rebaixamento de seguradoras pelo Morgan Stanley e da Vale pelo Goldman Sachs. Além disso, um dado do FGV mostrou que o impulso fiscal mais que dobrou em três meses, pressionando a inflação e a Selic.
Petrobras e petroleiras caem com petróleo em baixa
As ações da Petrobras recuaram mais de 2% nesta segunda, acompanhando a desvalorização do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent caiu cerca de 3% com preocupações sobre a demanda global e a perspectiva de aumento da oferta. PRIO e PetroRecôncavo também fecharam em queda, confirmando o mau humor do setor.
Embraer renova recorde na carteira de pedidos
A Embraer (EMBR3) foi um dos destaques positivos, com alta superior a 3%, após anunciar que sua carteira de pedidos atingiu o maior valor da história. A empresa não divulgou o número exato, mas analistas do BBA destacaram a força do crédito da Caixa Econômica Federal no financiamento de aeronaves, o que também beneficiou construtoras de habitação popular.
WEG recebe dupla elevação e ações saltam
As ações da WEG (WEGE3) dispararam mais de 5% após receberem uma dupla elevação de recomendação de compra por parte de dois grandes bancos de investimento. Os analistas citaram uma “nova fase de crescimento” para a companhia, impulsionada pela demanda por equipamentos elétricos e pela expansão internacional.
Morgan Stanley rebaixa seguradoras; ações caem
O Morgan Stanley rebaixou as recomendações de BB Seguridade, Caixa Seguridade e Porto Seguro, de compra para neutro. Como resultado, as ações das três empresas fecharam em queda nesta segunda. O banco americano vê valuation elevado e menor potencial de valorização no curto prazo.
Goldman Sachs corta Vale para neutro
A Vale (VALE3) também ficou entre as maiores baixas do dia, após o Goldman Sachs reduzir sua recomendação de compra para neutro. O banco citou “poucos gatilhos no curto prazo” para a mineradora, além de preocupações com a demanda chinesa por minério de ferro. A ação caiu cerca de 1,5%.
Impulso fiscal mais que dobra e pressiona inflação e Selic
O Fundo Getulio Vargas (FGV) divulgou que o impulso fiscal do governo brasileiro mais que dobrou nos últimos três meses, atingindo o maior nível desde o início da série histórica. O indicador mede o estímulo da política fiscal sobre a economia, e seu crescimento acentuado gera pressão sobre a inflação e sobre a taxa básica de juros (Selic). “A expansão fiscal pode comprometer o esforço do Banco Central para conter a inflação”, afirmou um economista do FGV, em nota.
Outros destaques do mercado
- Os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) se aproximam de R$ 1 trilhão em patrimônio líquido, e gestores veem ainda muito espaço para crescimento, especialmente com a expansão do crédito privado.
- As construtoras de habitação popular foram beneficiadas pela percepção de crédito forte da Caixa, segundo relatório do BBA.
- O JPMorgan rebaixou a Isa Energia (ISAE4) para neutro, afirmando que há menos espaço para valorização da ação.
O mercado segue atento aos próximos passos da política fiscal e monetária, enquanto investidores aguardam novos dados econômicos e resultados trimestrais.



