O mercado de telecomunicações brasileiro registrou movimentos distintos nos segmentos pré e pós-pago em junho, de acordo com relatório do Citi. No pós-pago, a entrada agressiva do Nubank continua a diluir a participação de mercado das grandes operadoras — Vivo, TIM e Claro. Já no pré-pago, a Vivo conseguiu se descolar dos concorrentes, ampliando sua liderança.
Nubank pressiona grandes operadoras no pós-pago
O relatório do Citi, assinado pelos analistas Walter Lima e Matheus Santana, aponta que a base de clientes pós-pago do Nubank cresceu de forma consistente, impulsionada por ofertas agressivas e pela integração com o aplicativo de banco digital. Esse movimento tem impacto direto sobre as teles tradicionais, que perderam participação de mercado no período.
Segundo o Citi, a Vivo, TIM e Claro, juntas, viram sua fatia no pós-pago diminuir, enquanto o Nubank ganhou tração. Embora o relatório não divulgue números exatos, a tendência observada em junho reforça a pressão competitiva que as operadoras enfrentam diante de novos entrantes com forte apelo digital e custos operacionais reduzidos.
Vivo se destaca no pré-pago
No segmento pré-pago, a Vivo apresentou desempenho superior ao de seus pares, conseguindo ampliar sua base de clientes e se descolar da TIM e da Claro. O Citi destaca que a estratégia da Vivo, focada em ofertas de dados e benefícios para recarga, tem gerado resultados positivos, mesmo em um mercado historicamente sensível a preço.
Esse desempenho no pré-pago, no entanto, não compensa totalmente a perda de espaço no pós-pago, mas indica que a operadora ainda possui capacidade de competir em segmentos específicos.
Impacto para o setor
O cenário desenhado pelo Citi sugere que a competição no setor de telecomunicações brasileiro deve continuar acirrada, com o Nubank consolidando sua posição como um player relevante no pós-pago. Para as operadoras tradicionais, o desafio é equilibrar a defesa de sua base de clientes com a necessidade de investir em novas tecnologias e ofertas competitivas.
O relatório do Citi não traz projeções para os próximos meses, mas indica que a dinâmica observada em junho pode se manter, especialmente se o Nubank mantiver seu ritmo de crescimento e as operadoras não responderem com ofertas mais agressivas.



