Mudança de rota do Fed sob Warsh limita cortes da Selic, diz FGV Ibre
Mudança de rota do Fed sob Warsh limita cortes da Selic

O boletim Macro de julho da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) alerta que a mudança de rota do Federal Reserve (Fed) sob a presidência de John Warsh pode limitar a extensão dos cortes da taxa Selic no Brasil. O documento chama atenção tanto para a tentativa do novo presidente do banco central americano de reposicionar a instituição na postura em relação à inflação quanto para a revisão de práticas adotadas nos últimos anos.

Contexto do boletim Macro

O boletim, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, analisa as implicações das políticas monetárias globais para a economia brasileira. A mudança na liderança do Fed é vista como um fator que pode alterar as expectativas de cortes de juros nos Estados Unidos, influenciando diretamente as decisões do Banco Central do Brasil. O economista do Ibre, Jose Julio Senna, é um dos responsáveis pela análise, que destaca o reposicionamento do Fed em relação à inflação e a revisão de práticas dos últimos anos.

Impactos na política monetária brasileira

De acordo com o boletim, um Fed mais hawkish (propenso a aumentar juros ou manter aperto monetário) reduziria o espaço para o Banco Central do Brasil continuar cortando a Selic. Atualmente, a Selic encontra-se em nível historicamente baixo, mas a recuperação econômica ainda é frágil. A extensão dos cortes dependerá do cenário externo, especialmente da postura do Fed sob a nova presidência.

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A análise ressalta que a política monetária americana é um dos principais condicionantes para a trajetória dos juros brasileiros. Com a possibilidade de um Fed mais conservador, o Banco Central do Brasil pode ser forçado a interromper o ciclo de cortes antes do previsto, impactando a retomada do crescimento econômico.

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