Os contratos de minidólar com vencimento em agosto (WDOQ26) fecharam a última sessão (27/07) em alta de 0,37%, cotados a 5.118,5 pontos. A valorização ocorreu apesar da trégua condicional entre Estados Unidos e Irã, com o dólar mantendo força no exterior no início de uma semana marcada por reuniões de bancos centrais e balanços corporativos. No Brasil, o dólar à vista acompanhou o movimento global e subiu 0,62%, para R$ 5,1130. Na B3, o dólar futuro de agosto avançava 0,42%, aos 5.120,5 pontos.
Contexto de mercado e análise técnica
Para os traders de minidólar, o foco permanece no comportamento da moeda no exterior, nos desdobramentos da trégua e nas decisões de juros previstas para a semana. No ambiente doméstico, pesquisas eleitorais e a agenda diplomática do governo ficaram no radar. O Ibovespa não teve desempenho informado.
Segundo Rodrigo Paz, analista técnico CNPI-T, a análise do gráfico de 15 minutos mostra que o minidólar encerrou a última sessão com fluxo de alta, dando sequência à reação compradora. O contrato, contudo, terminou o pregão entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que ainda indica disputa entre compradores e vendedores e exige confirmação antes de uma continuidade mais consistente do movimento positivo.
Níveis de resistência e suporte no curto prazo
Para avançar nesta terça-feira, será necessária a entrada de volume comprador suficiente para romper a resistência em 5.124,5/5.132,5 pontos. Acima dessa faixa, o contrato poderá buscar 5.151/5.165,5 pontos. Se a pressão compradora permanecer, o alvo mais longo estará na região de 5.185,5/5.196 pontos. Por outro lado, uma retomada do movimento de baixa dependerá da perda do suporte em 5.107/5.090 pontos. O rompimento dessa região poderá intensificar o fluxo vendedor e levar o minidólar aos suportes de 5.076/5.066,5 pontos e, posteriormente, à faixa mais distante de 5.058/5.036 pontos.
Perspectiva no gráfico diário
No gráfico diário, observa-se que o minidólar formou mais uma sessão de alta e deu continuidade ao fluxo comprador recente. Apesar dessa recuperação, o contrato ainda permanece dentro de uma tendência de baixa e negocia entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Portanto, o movimento atual ainda precisa superar níveis importantes para sinalizar uma melhora técnica mais consistente.
Para prolongar a alta, o ativo deverá vencer a região formada pelas médias e pela resistência em 5.151/5.218,5 pontos. O rompimento desse intervalo poderá abrir espaço para uma recuperação em direção a 5.268,5/5.340 pontos. Caso o fluxo comprador perca força, acompanha-se o suporte em 5.058/4.981 pontos. A perda dessa faixa poderá restabelecer a pressão vendedora e levar o contrato ao objetivo seguinte em 4.912/4.876 pontos. O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 46,64 pontos, permanecendo em zona neutra.
Análise do gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o minidólar negocia acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Essa configuração favorece os compradores no curto prazo, mas a continuidade da recuperação dependerá do rompimento da resistência inicial em 5.132,5/5.151 pontos. Acima dessa região, o contrato poderá avançar até 5.165,5/5.196 pontos. Caso o rompimento seja acompanhado por maior volume comprador, o movimento poderá ganhar intensidade e buscar 5.218,5 pontos, seguido do alvo mais longo em 5.258 pontos.
Em sentido contrário, a retomada da pressão vendedora dependerá da perda da região de suporte formada por 5.096/5.058/5.036 pontos. Abaixo desse conjunto, o fluxo de baixa poderá ser intensificado, abrindo espaço para uma queda em direção a 4.981/4.954 pontos e, em um movimento mais prolongado, à faixa de 4.928/4.912 pontos.
As análises foram elaboradas por Rodrigo Paz, analista técnico CNPI-T, com base em dados da Nelogica.



