Mercados: Ibovespa, dólar e juros ao vivo; inflação do euro cai
Mercados: Ibovespa, dólar e juros ao vivo; inflação do euro cai

O Ibovespa opera com volatilidade nesta quarta-feira, refletindo a cautela dos mercados globais antes do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed). O dólar oscila perto de R$ 5,16, patamar do fechamento do semestre, enquanto os juros futuros acompanham o noticiário doméstico e internacional.

Inflação do euro cai e reforça paciência do BCE

A inflação da zona do euro recuou mais do que o esperado em junho, segundo dado divulgado hoje. O índice anual caiu para 2,2%, ante 2,6% em maio, surpreendendo analistas que previam 2,4%. O resultado fortalece a visão do Banco Central Europeu (BCE) de que pode manter uma postura paciente antes de novos ajustes na política monetária.

“A queda da inflação reforça a narrativa de que o BCE não precisa se apressar para cortar juros, mas também não deve subir novamente”, disse um estrategista de mercado. O dado alivia pressões sobre a autoridade monetária europeia, que enfrenta críticas por manter taxas elevadas.

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Indústria da China tem melhor trimestre desde 2020

O PMI privado da indústria chinesa subiu para 51,8 em junho, ante 51,7 em maio, marcando o melhor trimestre desde o final de 2020. O índice, que mede a atividade industrial, permanece acima de 50, indicando expansão. O resultado sugere que as medidas de estímulo do governo chinês estão surtindo efeito, impulsionando a produção e a demanda doméstica.

Analistas destacam que a recuperação industrial chinesa pode beneficiar economias emergentes, incluindo o Brasil, via exportações de commodities. No entanto, a desaceleração global ainda preocupa.

Mercados aguardam discurso do presidente do Fed

O Dow Jones futuro opera em leve baixa, com investidores cautelosos antes da fala de Jerome Powell, presidente do Fed, prevista para hoje. O mercado busca sinais sobre os próximos passos da política monetária americana, especialmente após dados de emprego fortes na semana passada.

“Qualquer sinal de que o Fed manterá juros altos por mais tempo pode gerar aversão ao risco”, alerta um operador. No Brasil, a atenção se volta para o relatório Focus e para a tramitação da reforma tributária.

Dólar fecha semestre a R$ 5,16 e expectativas para 2026

O dólar comercial encerrou o primeiro semestre cotado a R$ 5,16, acumulando alta de 12% no período. Para o segundo semestre e o horizonte até 2026, analistas projetam volatilidade, influenciada pelo cenário fiscal doméstico e pelo ciclo de juros nos EUA.

“A trajetória do câmbio dependerá da aprovação de reformas e do comportamento das contas públicas”, avalia um economista. Alguns bancos já revisaram suas projeções para cima, com estimativas entre R$ 5,00 e R$ 5,50 até o fim de 2026.

Allos, Equatorial e Alupar pagam dividendos em julho

A agenda de dividendos de julho inclui pagamentos de Allos (ALOS3), Equatorial (EQTL3) e Alupar (ALUP11), entre outras empresas. A Allos distribuirá R$ 0,45 por ação no dia 15, enquanto a Equatorial paga R$ 0,30 por ação no dia 20. A Alupar confirmou R$ 0,25 por ação para o dia 25. Investidores devem ficar atentos às datas de corte para ter direito aos proventos.

Goldman Sachs aposta em 3 brasileiras para climatização

O Goldman Sachs recomendou três empresas brasileiras para surfar a demanda global por climatização: Weg, Embraer e Marcopolo. Segundo relatório, essas companhias estão bem posicionadas para atender à crescente necessidade de sistemas de refrigeração e eficiência energética, impulsionada pelas mudanças climáticas. A Weg, em particular, tem destaque no mercado de motores elétricos e soluções para data centers.

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