A prévia da inflação brasileira, medida pelo IPCA-15, registrou alta de 0,06% em julho, resultado abaixo do esperado pelo mercado. O dado, divulgado pelo IBGE, reforça a tendência de desaceleração dos preços no país, abrindo espaço para possíveis cortes na Selic. Enquanto isso, nos mercados asiáticos, um forte sell-off em ações de semicondutores derrubou os índices, com o Kospi sul-coreano desabando mais de 11% e chegando a ser suspenso temporariamente.
Inflação abaixo do esperado
O IPCA-15 de julho veio 0,06%, contra expectativa de 0,10%. Nos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 3,90%, dentro da meta do Banco Central. A desaceleração foi puxada por quedas nos preços de alimentação e transportes. Segundo analistas, o resultado pode influenciar a decisão do Copom na próxima reunião, aumentando a chance de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic.
Ásia em queda livre
Na Ásia, as bolsas fecharam em forte baixa nesta terça-feira. O índice Kospi, da Coreia do Sul, caiu 11%, levando a uma suspensão temporária das negociações. O motivo foi uma nova crise no setor de chips, com temores de queda na demanda global. O índice japonês Nikkei também recuou, enquanto o Xangai Composto teve perdas menores. O movimento afetou os mercados futuros no Brasil, com o Ibovespa Futuro subindo 1% em reação ao IPCA-15, mas ainda sob influência externa.
Impacto no mercado brasileiro
Apesar da turbulência externa, o mercado brasileiro opera com otimismo após o IPCA-15. O dólar caiu 0,5% frente ao real, e os juros futuros também recuaram. A bolsa paulista, após abrir em queda, virou para o positivo impulsionada pela perspectiva de queda da Selic. Entre os destaques, ações de consumo e utilities sobem. No entanto, a volatilidade internacional continua como fator de risco, com investidores monitorando a crise no setor de tecnologia.
China e Paraguai abrem mercado para agro brasileiro
Em outro front, o Brasil anunciou a abertura de mercados na China, Paraguai e Palau para produtos agropecuários. O acordo, resultado de negociações diplomáticas, deve aumentar as exportações do agronegócio brasileiro, especialmente carnes e grãos. A medida é vista como positiva para a balança comercial e para o PIB do setor, que já vinha em crescimento.



