A inadimplência bancária no Brasil voltou a subir em maio e atingiu um novo recorde, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central. A taxa média de inadimplência subiu para 4,7%, superando o patamar anterior. O cenário é ainda mais grave entre as famílias, cujo índice de inadimplência chegou a 5,6%, também um recorde histórico.
Endividamento atinge famílias de forma mais intensa
Os dados do BC mostram que os endividados incluem aqueles com débitos a vencer, como cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal e prestações de carro e de casa. Apesar dos esforços do governo Lula com o programa Desenrola Brasil, que já renegociou R$ 15,9 bilhões em dívidas, a inadimplência continua a crescer, indicando que as medidas ainda não foram suficientes para conter o aumento.
Impacto econômico e perspectivas
A elevação da inadimplência reflete um cenário de preocupação econômica, com famílias enfrentando dificuldades para honrar seus compromissos financeiros. O recorde consecutivo sugere que a recuperação econômica ainda não se traduziu em melhora na capacidade de pagamento dos brasileiros. Especialistas apontam que, sem medidas adicionais de estímulo ou alívio de juros, a tendência pode ser de nova piora nos próximos meses.



