O Ibovespa opera em alta nesta quinta-feira (2), impulsionado pelos dados de emprego dos Estados Unidos (payroll), que vieram abaixo do esperado e reforçaram as expectativas de que o Federal Reserve possa iniciar cortes nos juros ainda este ano. Com isso, o dólar e as taxas de juros futuros caem no mercado doméstico.
Payroll anima ativos domésticos
O relatório de payroll de junho mostrou a criação de 206 mil vagas de trabalho nos EUA, ligeiramente abaixo das previsões de 210 mil. A taxa de desemprego subiu para 4,1%, ante 4,0% no mês anterior. Para analistas, o dado sinaliza um arrefecimento do mercado de trabalho americano, o que pode dar mais confiança ao Fed para reduzir a taxa de juros. "O payroll veio em linha com o esperado, mas o mercado interpretou como positivo porque não surpreendeu para cima", afirma André Perfeito, economista-chefe da XP.
FIIs: calendário de dividendos de julho
No mercado de Fundos Imobiliários (FIIs), julho começa com uma série de pagamentos de dividendos. Entre os destaques estão os fundos KNRI11, que distribui R$ 0,85 por cota, e HGLG11, com R$ 0,80 por cota. O fundo XPLG11 paga R$ 0,90 por cota no dia 15 de julho. No total, os FIIs listados na B3 devem distribuir cerca de R$ 1,2 bilhão em proventos neste mês, segundo levantamento da Quantum Finance.
Mercado de trabalho brasileiro
No Brasil, a fila do INSS caiu ao menor nível em 21 meses, com 1,8 milhão de pedidos aguardando análise. O número representa uma redução de 12% em relação ao mês anterior. O ministro da Previdência, Carlos Lupi, comemorou o resultado: "Estamos trabalhando para zerar a fila até o final do ano".
Outros destaques do dia
No noticiário corporativo, a Méliuz anunciou alteração relevante na participação do bloco de referência, enquanto a 99Food afirmou confiar na legalidade de suas práticas após retomada de processo no Cade. No mercado internacional, o Japão sinalizou que pode mudar sua estratégia de intervenções no câmbio para combater posições vendidas no iene.
O petróleo opera em alta, com o Brent subindo 0,8% para US$ 86,50 o barril, refletindo a perspectiva de demanda aquecida.



