A bolsa brasileira encerrou a segunda-feira em alta confortável, sustentada pelo desempenho positivo dos bancos e da Vale, enquanto as ações do setor petrolífero recuaram com a forte queda do petróleo no exterior. O Ibovespa subiu, mas sem grandes variações, refletindo um mercado ainda cauteloso.
Vale e bancos puxam alta
As ações da Vale (VALE3) fecharam em alta, apesar do corte de recomendação pelo Goldman Sachs, que alterou a classificação de compra para neutra. O banco citou preocupações com o preço do minério de ferro, mas o mercado reagiu positivamente à perspectiva de curto prazo. Entre os bancos, Itaú Unibanco e Bradesco lideraram os ganhos, impulsionando o índice.
Petróleo derruba Petrobras e petroleiras
Do lado negativo, as ações da Petrobras (PETR4) caíram, acompanhando a forte desvalorização do petróleo Brent, que recuou abaixo dos US$ 90 por barril. O movimento foi influenciado por sinais de trégua no Oriente Médio, que aliviaram as preocupações com a oferta. PRIO e PetroRecôncavo também sofreram, com quedas de até 5%. Apesar disso, analistas apontam cinco motivos para permanecer otimista com a Petrobras, como o alto fluxo de caixa e a política de dividendos.
Embraer salta com recorde de pedidos
A Embraer (EMBR3) foi um dos destaques positivos, com alta de 5% após anunciar um recorde de pedidos em sua carteira. Bancos veem espaço para novas valorizações, citando a demanda aquecida por aeronaves comerciais e executivas.
WEG recebe dupla elevação
A WEG (WEG3) também registrou leve alta, após receber uma dupla elevação de recomendação para compra por parte de analistas, que apontam uma "nova fase" de crescimento impulsionada por investimentos em energia limpa e automação.
Impacto da queda do petróleo no mercado
A desvalorização do petróleo afetou não apenas as petroleiras, mas também gerou expectativas de alívio inflacionário global. No Brasil, a Petrobras deve anunciar uma redução nos preços dos combustíveis, o que pode impactar positivamente a economia e a inflação. Por outro lado, a petroquímica Braskem sentiu o efeito, com baixa nos papéis.
O mercado de capitais brasileiro registrou recorde de captações no primeiro semestre, apesar de sustos no crédito, mostrando resiliência. Investidores agora aguardam a divulgação do novo arcabouço fiscal e a reunião do Copom, que deve manter a Selic elevada.



