Ibovespa sobe 1% com IPCA-15 surpreendente; mercado vê alívio sem vitória
Ibovespa sobe 1% com IPCA-15 surpreendente; mercado vê alívio

O Ibovespa registrou alta de 1% nesta segunda-feira, impulsionado pela surpresa positiva do IPCA-15 de julho, que veio abaixo das expectativas do mercado. A prévia da inflação, que mede a variação de preços no mês, ficou abaixo do piso das projeções dos analistas, gerando um alívio nos mercados financeiros. No entanto, especialistas alertam que o dado não representa uma vitória definitiva no combate à inflação.

IPCA-15 surpreende e juros futuros recuam

O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, apresentou resultado inferior ao esperado, o que levou os juros futuros a caírem em toda a extensão da curva. A taxa de juros para contratos de curto e longo prazo recuou, refletindo a percepção de que o Banco Central pode ter mais espaço para cortar a Selic. Segundo analistas, o mercado interpretou o dado como um alívio, mas ainda vê riscos inflacionários adiante.

"O IPCA-15 abaixo do piso é um alívio, mas não podemos cantar vitória. Ainda há incertezas sobre o comportamento dos preços nos próximos meses", afirmou um estrategista de um grande banco de investimentos, sob condição de anonimato. O mercado agora aguarda a divulgação do IPCA cheio no final do mês para confirmar a tendência.

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Ibovespa recupera os 177 mil pontos

Com o impulso do IPCA-15, o Ibovespa conseguiu se manter próximo dos 177 mil pontos, após lutar para sustentar esse patamar durante a semana. O índice foi beneficiado pela queda dos juros futuros, que torna as ações mais atrativas em relação à renda fixa. Setores como consumo e varejo, sensíveis à taxa de juros, lideraram os ganhos.

O movimento de alta também foi apoiado pelo desempenho positivo das bolsas internacionais, que reagiram a dados econômicos nos Estados Unidos. No entanto, o volume de negócios ainda é moderado, com investidores cautelosos antes de novas decisões de política monetária.

Expectativas para a Selic

A prévia da inflação mais baixa reforça as expectativas de que o Banco Central possa cortar a Selic na próxima reunião do Copom. Atualmente, a taxa básica de juros está em 10,50% ao ano, e o mercado projeta uma redução de 0,25 ponto percentual. O IPCA-15, ao ficar abaixo das projeções, aumenta a probabilidade de um corte, mas ainda depende de outros indicadores, como a inflação de serviços e a atividade econômica.

"O IPCA-15 é um sinal importante, mas o Copom deve avaliar o conjunto de dados antes de decidir. A meta de inflação de 3% ainda está distante, e o teto de 4,5% não deve ser desrespeitado", comentou um economista-chefe de uma corretora. O mercado segue monitorando os próximos indicadores para confirmar a trajetória de queda da inflação.

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