Ibovespa reduz perdas e tenta manter 171 mil pontos; dólar cai 6% no semestre
Ibovespa reduz perdas e tenta manter 171 mil pontos

O Ibovespa opera em queda nesta quarta-feira (1), mas reduz as perdas e tenta se manter acima dos 171 mil pontos. O mercado digere dados econômicos e aguarda novos estímulos. Enquanto isso, o dólar acumula queda de quase 6% no primeiro semestre, mas analistas apontam que o cenário para o real pode mudar.

Dólar cai 6% no semestre, mas perspectivas mudam

O dólar comercial encerrou o primeiro semestre com desvalorização de aproximadamente 6% frente ao real. No entanto, especialistas alertam que fatores externos, como a política monetária nos Estados Unidos e o preço das commodities, podem reverter essa tendência. A melhora do cenário fiscal brasileiro e o fluxo de capital estrangeiro têm sustentado a moeda nacional, mas incertezas eleitorais e fiscais ainda pesam.

Goldman Sachs recomenda compra de ações brasileiras

O Goldman Sachs reiterou sua recomendação de compra para o Brasil entre os mercados emergentes. Em relatório, o banco afirma que as ações brasileiras estão baratas e com potencial de valorização. “O valuation atrativo e a melhora dos fundamentos macroeconômicos justificam a exposição ao país”, destacou a equipe de análise. O Ibovespa tenta se beneficiar desse otimismo, mas ainda enfrenta resistência no curto prazo.

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Petróleo e dividendos: destaques do semestre

No primeiro semestre, o petróleo foi um dos ativos de melhor desempenho, impulsionado por cortes de produção e demanda aquecida. Entre as ações brasileiras, empresas como Petrobras, Vale e bancos pagaram bons dividendos. A Petrobras, em particular, distribuiu mais de R$ 30 bilhões em proventos no período. Já o Bitcoin foi o pior investimento do semestre, com queda de mais de 40%, segundo analistas.

O que esperar para o Ibovespa até o fim do ano?

O Ibovespa acumula alta de cerca de 8% no primeiro semestre, mas a volatilidade deve continuar. A aproximação das eleições presidenciais de 2026 e a trajetória da inflação global são os principais riscos. Por outro lado, a queda dos juros nos EUA e a recuperação da economia chinesa podem favorecer o fluxo para emergentes. O Goldman Sachs projeta que o Ibovespa pode atingir 180 mil pontos até dezembro, caso o cenário político se estabilize.

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