O Ibovespa opera em queda nesta quarta-feira (1º), mas reduz as perdas ao longo da sessão e tenta se manter acima dos 171 mil pontos. O mercado acompanha a divulgação de dados econômicos e a movimentação de investidores estrangeiros. No acumulado do primeiro semestre, o dólar caiu quase 6% frente ao real, impulsionado por fatores como o fluxo de capital para países emergentes e a melhora nas contas externas brasileiras.
Dólar em queda e real fortalecido
O dólar comercial encerrou o semestre com desvalorização de 5,8%, cotado a R$ 5,20. Segundo analistas, o movimento reflete a entrada de recursos estrangeiros na bolsa brasileira e a percepção de que o Brasil oferece oportunidades de investimento com valuation atrativo. “O real se beneficiou do apetite por risco global e das reformas em andamento”, afirmou o economista-chefe de um banco de investimentos.
Goldman Sachs recomenda compra para Brasil
O Goldman Sachs reiterou sua recomendação de compra para ações brasileiras no universo de mercados emergentes. Em relatório, o banco aponta que as ações negociadas na B3 estão com desconto em relação à média histórica e a pares emergentes. “Vemos valor em setores como commodities, energia e utilities”, destacou a equipe de análise. A recomendação surge em meio a um cenário de incertezas fiscais, mas com expectativas de avanço na agenda de reformas.
Petróleo e dividendos em destaque
No setor de petróleo, o CEO da Petrobras afirmou que o barril entrou em um novo patamar de US$ 75, mesmo com incertezas geopolíticas. A estatal e outras empresas como Equatorial e Alupar têm previsão de pagamento de dividendos em julho. A agenda de proventos é acompanhada de perto por investidores em busca de renda.
Mercado de criptomoedas e stablecoins
No mercado de criptomoedas, as stablecoins já respondem por 80% do volume de transações no Brasil, segundo dados da Receita Federal. O bitcoin, por outro lado, foi o pior investimento do semestre, com queda de 12% no período. Especialistas apontam a volatilidade e a aversão ao risco como principais causas.
Inflação e juros no radar
O mercado também monitora os indicadores de inflação e a política monetária. O Tesouro Nacional lançou um novo título IPCA+ com taxa acima de 8% ao ano, o que atraiu investidores em busca de proteção contra a inflação. A taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, deve permanecer elevada por mais tempo, segundo a maioria dos analistas.



