O Ibovespa iniciou o mês de julho em queda, refletindo o cenário externo negativo, a pressão das commodities e a expectativa com a pesquisa eleitoral. O principal índice da bolsa brasileira opera no vermelho, acompanhando o desempenho das bolsas de Nova York e a desvalorização das matérias-primas.
Fatores externos pesam
O mercado acionário americano abriu em baixa, influenciado por dados econômicos e incertezas sobre a política monetária do Federal Reserve. Esse movimento negativo contamina os mercados emergentes, incluindo o Brasil.
As commodities também pressionam o Ibovespa. O petróleo e o minério de ferro caem, afetando as ações da Petrobras e da Vale, que têm grande peso no índice.
Pesquisa eleitoral no radar
Investidores monitoram de perto a divulgação de nova pesquisa eleitoral, que pode trazer volatilidade ao mercado. A corrida presidencial de 2026 já começa a influenciar as decisões de alocação, com agentes financeiros ajustando posições conforme as intenções de voto.
Segundo analistas, o risco fiscal continua sendo a principal preocupação, e o cenário político pode agravar ou aliviar essa percepção.
Perspectivas para o mês
O Ibovespa acumulou ganhos no primeiro semestre, mas julho começa com desafios. A agenda econômica inclui dados de inflação e decisões de juros no exterior, que devem ditar o humor dos mercados.
Para o estrategista da XP, a recomendação é cautela: “O trade eleitoral começou, mas o risco maior é fiscal. É preciso selecionar ações que se beneficiem do cenário, independentemente da política.”



