O Ibovespa iniciou julho em queda, pressionado pelo desempenho negativo de Wall Street, pela queda das commodities e pela divulgação de nova pesquisa eleitoral. O índice reflete a cautela dos investidores diante de um cenário doméstico e internacional incerto.
Dólar cai 6% no semestre, mas cenário muda
O dólar comercial acumulou queda de quase 6% no primeiro semestre de 2025, mas analistas apontam que o cenário para o real pode mudar nos próximos meses. A moeda brasileira se beneficiou do fluxo de capital estrangeiro e do diferencial de juros, mas fatores como a pesquisa eleitoral e o risco fiscal podem pressionar a taxa de câmbio.
Segundo especialistas, a tendência de curto prazo é de volatilidade, com o mercado monitorando de perto os desdobramentos políticos e as sinalizações do Banco Central sobre a política monetária.
Petróleo entra em novo patamar de US$ 75
O CEO da Petrobras afirmou que o petróleo entrou em um novo patamar de US$ 75 o barril, mesmo sob incertezas globais. A declaração foi feita durante evento do setor, onde destacou que a empresa está preparada para operar nesse nível de preço, com foco em eficiência e redução de custos.
A commodity, no entanto, ainda sofre pressão de fatores como a desaceleração da economia chinesa e a possibilidade de aumento da oferta por parte da Opep+.
Utilities lideram ganhos no semestre
As ações do setor de utilities (energia elétrica e saneamento) lideraram os ganhos no primeiro semestre, com alta média de 10%. Já o setor de materiais básicos ficou para trás, refletindo a queda dos preços das commodities metálicas.
Entre os destaques positivos estão empresas como Equatorial e Alupar, que também anunciaram pagamento de dividendos em julho. A agenda de proventos inclui ainda a Allos, que distribuirá juros sobre capital próprio.
Fluxo estrangeiro e impacto no Ibovespa
O fluxo de capital estrangeiro para a Bolsa brasileira tem mostrado quatro momentos distintos ao longo do ano, segundo análise de gráfico divulgado pelo mercado. O movimento impacta diretamente o desempenho do Ibovespa, que alterna entre altas e baixas conforme a entrada ou saída de recursos.
No acumulado do ano, o saldo ainda é positivo, mas a volatilidade aumentou nas últimas semanas, com investidores ajustando posições diante do cenário eleitoral e das incertezas fiscais.
Day Trade: Ibovespa vê pressão aumentar
Para a sessão de hoje, a expectativa é de pressão adicional sobre o Ibovespa, com o mini-índice (WINQ26) testando níveis importantes. Analistas apontam que o suporte em 125.000 pontos é crucial para evitar uma queda mais acentuada. Caso rompido, o próximo patamar de suporte está em 123.500 pontos.
O mercado também acompanha a divulgação de dados econômicos nos Estados Unidos, como o relatório de emprego (payroll), que pode influenciar a política monetária do Federal Reserve.



