Ibovespa fecha em alta com bancos e Vale; Petrobras recua com petróleo
Ibovespa fecha em alta com bancos e Vale; Petrobras cai

O Ibovespa fechou em alta confortável nesta segunda-feira, 27 de janeiro de 2025, sustentado pelo desempenho positivo de bancos e da Vale, enquanto o setor petroleiro sofreu com a forte baixa do petróleo no mercado internacional. O índice superou os 130 mil pontos, impulsionado pelo otimismo em torno de grandes empresas brasileiras.

Bancos e Vale puxam alta do índice

A Vale (VALE3) encerrou o dia em alta de 1,2%, mesmo após o Goldman Sachs cortar sua recomendação para neutro. A ação se beneficiou da recuperação dos preços do minério de ferro na China, maior consumidor global. Já os bancos, como Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), subiram cerca de 2%, refletindo a expectativa de juros elevados por mais tempo, o que melhora a margem financeira.

A Embraer (EMBR3) foi um dos destaques, saltando 5,3% após anunciar um recorde histórico de pedidos firmes em 2024, totalizando 300 aeronaves. Bancos como Bradesco BBI e Credit Suisse elevaram o preço-alvo da ação, citando espaço para novos contratos no mercado de aviação executiva e defesa.

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Petróleo em queda derruba Petrobras e petroleiras

O setor de petróleo e gás sofreu forte pressão com o barril do Brent recuando abaixo dos US$ 90 pela primeira vez em três meses, em meio a sinais de trégua no Oriente Médio e aumento da oferta da Opep+. A Petrobras (PETR4) caiu 2,8%, enquanto PRIO (PRIO3) e PetroRecôncavo (RECV3) recuaram 5% e 4,5%, respectivamente.

Segundo analistas do Credit Suisse, a perspectiva de preços mais baixos do petróleo pode pressionar o fluxo de caixa das petroleiras brasileiras, mas a Petrobras ainda tem espaço para manter dividendos robustos devido à sua eficiência operacional. A empresa listou cinco motivos para seguir otimista com a ação, incluindo a redução de custos e o programa de investimentos em energias renováveis.

Movimentações políticas dominam notícias do dia

No cenário político, o MDB decidiu não apoiar nenhum candidato à Presidência em 2026, liberando os diretórios estaduais para definirem seus próprios apoios. A decisão foi tomada em reunião da executiva nacional, segundo apurou a Nova Voz. Enquanto isso, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, atraiu novos aliados e triplicou seu tempo de TV, devendo ter 71% do horário eleitoral gratuito no estado, conforme levantamento do Congresso em Foco.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, e anunciou um acordo bilateral de minerais críticos para a transição energética. Quase 90% dos deputados federais pretendem disputar a reeleição, aponta pesquisa do Instituto DataSenado, o que deve intensificar a disputa por recursos e tempo de propaganda.

Negócios e investimentos: recordes e desafios

O mercado de capitais brasileiro registrou um primeiro semestre recorde em 2025, com R$ 180 bilhões em ofertas, apesar de sustos no crédito privado. A Shein, gigante chinesa de moda, enfrenta tarifas pesadas que afetam suas vendas no Brasil às vésperas de seu IPO na bolsa de Nova York, segundo o jornal Valor Econômico.

Na renda fixa, a Caixa Econômica Federal anunciou a distribuição do lucro do FGTS de 2024, que totaliza R$ 12 bilhões, beneficiando 107 milhões de trabalhadores. O calendário de obrigatoriedade de documentos da Reforma Tributária será divulgado até julho, conforme promessa do secretário extraordinário, Bernard Appy.

No mercado imobiliário, a padronização dos registros de imóveis promete agilizar financiamentos, enquanto seguradoras como BB Seguridade, Caixa Seguridade e Porto Seguro caíram após rebaixamento do Morgan Stanley. Por outro lado, a WEG (WEG3) recebeu dupla elevação para compra, com analistas citando uma nova fase de crescimento em negócios de energia e automação.

Perspectivas para o segundo semestre

Com a Selic ainda em alta, investidores buscam oportunidades em renda fixa e fundos imobiliários. A Expert XP promove série gratuita sobre FIIs, enquanto a Kinea recomenda focar em chips de inteligência artificial, chamando de 'grande truque de mágica' o hype em torno de algumas startups. O mercado segue atento aos desdobramentos políticos e internacionais para definir os rumos dos ativos brasileiros.

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