Ibovespa fecha estável com alta da Petrobras; dólar vai a R$ 5,11
Ibovespa estável com Petrobras; dólar a R$ 5,11

O Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira praticamente estável, com a alta das ações da Petrobras e do petróleo compensando a pressão externa negativa. O dólar avançou para R$ 5,11, refletindo a aversão ao risco global.

Petrobras e petróleo em alta sustentam índice

As ações da Petrobras subiram mais de 2%, acompanhando o avanço do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent fechou em alta superior a 4%, impulsionado pela escalada das tensões no Oriente Médio, com o conflito entre EUA e Irã elevando os prêmios de risco.

Segundo analistas, o movimento de alta do petróleo e da Petrobras foi o principal fator que impediu uma queda mais acentuada do Ibovespa, que operou sem direção única durante o pregão.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Mercados de NY fecham em forte queda

As bolsas de Nova York encerraram o dia em baixa expressiva, com o tombo das ações de tecnologia e a temporada de balanços no radar. O índice Nasdaq recuou mais de 2%, pressionado por resultados decepcionantes de grandes empresas de tecnologia.

O exterior difuso e o vencimento de opções sobre o Ibovespa contribuíram para a falta de direção do mercado brasileiro, segundo operadores.

Dólar sobe a R$ 5,11 com aversão ao risco

O dólar comercial fechou em alta de 0,8%, cotado a R$ 5,11, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior e a cautela dos investidores com o cenário geopolítico. A moeda operou em alta durante toda a sessão, refletindo a busca por proteção.

Especialistas apontam que o patamar de R$ 5,10 é um suporte importante, e que a moeda pode testar níveis mais altos caso as tensões no Oriente Médio se intensifiquem.

Balanços e tarifaço no radar

No cenário corporativo, a Netflix tombou após divulgar resultados e sinalizar desaceleração do crescimento, derrubando o setor de tecnologia. Já a SpaceX caminha para perder US$ 1 trilhão em valor de mercado, segundo analistas.

No Brasil, o tarifaço americano ainda não foi precificado, mas já preocupa. A ApexBrasil estima que US$ 7,2 bilhões dos US$ 38 bilhões exportados pelo Brasil aos EUA podem ser afetados. Uma nova pesquisa do Real Time Big Data testa o impacto político da medida.

Produção de soja pode crescer menos de 1%

A produção de soja do Brasil na safra 26/27 pode crescer menos de 1%, limitada pelo fenômeno El Niño, segundo projeções de consultorias. O avanço da safra atual ainda é incerto, com clima adverso em algumas regiões.

Renda fixa e FIIs em destaque

Na renda fixa, as taxas de CDBs, LCIs e LCAs na XP seguem atrativas com o dólar acima de R$ 5,10. Onde Investir: a Adam Asset afirma que “nunca nada tão óbvio esteve tão barato” sobre alocação em IA, enquanto hedge funds chineses que lucraram com inteligência artificial começam a buscar a saída.

No mercado de FIIs, a Patria registra locações 31% acima da média e vê nova fase para fundos de escritórios. A Kinea questiona se US$ 1 trilhão investido em IA terá retorno.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar