O Ibovespa iniciou julho em queda, refletindo a pressão dos mercados internacionais, a desvalorização das commodities e a proximidade de uma nova pesquisa eleitoral. O dólar, por outro lado, acumulou queda de quase 6% no primeiro semestre, mas analistas veem mudança de cenário para o real.
Mercados em queda: Ibovespa e a influência externa
O principal índice da bolsa brasileira opera em baixa nesta quarta-feira (1), influenciado pelo desempenho negativo de Wall Street e pela queda dos preços das commodities. A pesquisa eleitoral que será divulgada nos próximos dias também gera cautela entre os investidores. Segundo analistas, o mercado aguarda sinais sobre a corrida presidencial para ajustar posições.
Dólar cai 6% no semestre, mas cenário muda
A moeda americana encerrou o primeiro semestre com desvalorização de quase 6% frente ao real, impulsionada pelo fluxo de capital estrangeiro e pelo diferencial de juros. No entanto, especialistas apontam que o cenário pode se reverter no segundo semestre, com a incerteza eleitoral e a possibilidade de aperto monetário nos EUA. "O real se beneficiou de um ambiente global favorável, mas isso pode mudar", afirmou um estrategista de câmbio.
Tesouro IPCA+ cruza 8% ao ano
O Tesouro IPCA+ com juros semestrais atingiu pela primeira vez a marca de 8% ao ano, abrindo uma janela rara para investidores. No entanto, especialistas alertam que "nunca foi tão fácil tomar susto" com a volatilidade dos títulos indexados à inflação. A taxa real oferecida é atrativa, mas requer cuidado com o prazo e as condições de mercado.
ETFs de Bitcoin têm pior mês da história
Os fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin registraram o pior mês da história, com perdas de US$ 4,5 bilhões em junho. A forte queda acompanhou a desvalorização da criptomoeda, que perdeu o suporte dos US$ 30 mil. Segundo dados da Bloomberg, o fluxo de saída dos ETFs foi o maior desde o lançamento dos produtos.
Petróleo e utilities: destaques do semestre
O setor de utilities liderou os ganhos no primeiro semestre, com alta de 10%, enquanto materiais básicos ficaram para trás. O petróleo entrou em um novo patamar de US$ 75 o barril, mesmo sob incertezas, de acordo com o CEO da Petrobras. A estatal também é destaque com o fim do subsídio ao diesel, que deve impactar Vibra e Ultrapar.
Goldman Sachs vê ações brasileiras baratas
O Goldman Sachs reiterou a recomendação de "compra" para o Brasil entre os mercados emergentes, citando valuations atrativos. "As ações brasileiras estão baratas em termos históricos e oferecem oportunidades para investidores de longo prazo", afirmou o banco em relatório. A visão positiva contrasta com a cautela do mercado local.
Política: Lula perde apoio em redutos tradicionais
Pesquisa Atlas mostra que o ex-presidente Lula perdeu apoio em redutos tradicionais, mas avançou em novos grupos eleitorais. Flávio Bolsonaro apresentou três pilares da campanha para mulheres após crise com Michelle. O PT prometeu uma carta a católicos e afirmou que o debate sobre o aborto está "superado".
Mundo: Venezuela, Espanha e Rússia
Na Venezuela, após terremotos, civis lideraram resgates sob acusações contra militares. A Espanha registrou mil mortes por calor extremo no segundo junho mais quente já registrado. A Rússia teria aprovado treinamento militar secreto chinês, segundo fontes. Na Bélgica, seis pessoas morreram em incêndio em torre na Antuérpia.
Investimentos: FIIs e dividendos
Os fundos imobiliários (FIIs) pagam dividendos maiores na virada do semestre, segundo especialistas. Allos, Equatorial e Alupar estão na agenda de pagamentos de julho. A XP divulga as taxas de CDBs, LCIs e LCAs. Stablecoins já respondem por 80% do volume de cripto no Brasil, segundo a Receita Federal.



