O Ibovespa acumula queda superior a 15% desde o topo histórico, movimento que levou o principal índice da Bolsa brasileira a uma correção técnica. De todas as ações que compõem o índice, apenas seis conseguiram escapar do movimento de baixa generalizado.
Panorama do mercado
O recuo do Ibovespa reflete um cenário de aversão ao risco global, combinado com incertezas fiscais domésticas. A correção, que já ultrapassa 15%, é a mais intensa desde o início do atual ciclo de alta. Entre os poucos papéis que se mantêm positivos no período, destacam-se empresas de setores defensivos e com forte geração de caixa.
Ações que resistem
As seis ações que não entraram em correção pertencem a segmentos como saneamento, energia elétrica e petróleo. Esses ativos se beneficiam de fluxos de investidores em busca de proteção em meio à turbulência. Especialistas apontam que a resiliência desses papéis está associada a fundamentos sólidos e baixa correlação com o ciclo econômico.
O que esperar
Analistas monitoram os próximos suportes do Ibovespa, que podem determinar se haverá um repique de curto prazo ou uma continuidade da queda. A atenção do mercado está voltada para a tramitação de reformas econômicas e para o comportamento dos juros nos Estados Unidos.
Em paralelo, o dólar perde força ante o real, aliviando parte da pressão inflacionária. O mercado também acompanha a trégua entre Irã e Israel, que reduz prêmios de risco geopolítico. Já o Ibovespa futuro opera em alta, alinhado com o exterior, enquanto investidores aguardam falas do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.
Outros destaques
- A Axia Energia (AXIA3) concluiu a migração para o segmento Novo Mercado, ampliando padrões de governança.
- A XP Investimentos elevou preços-alvo para petroleiras como Petrobras, PRIO e Brava, reforçando recomendação de compra.
- A PetroRecôncavo, Brava, Copasa e Equatorial estão entre as ações monitoradas nesta sessão.
No mercado de criptomoedas, a exchange NovaDAX encerrou operações no Brasil, dando prazo para saques. Já no crédito privado, gestores veem fraude como maior risco nos FIDCs, superando a inadimplência.
Indicadores econômicos
O IPC-S acelerou em quatro das capitais pesquisadas na primeira quadrissemana de junho, segundo a FGV. O dado reforça a percepção de inflação persistente, o que pode influenciar as próximas decisões do Copom.
Na China, o governo prepara um plano de US$ 295 bilhões para financiar a implantação de inteligência artificial, conforme noticiou a Bloomberg. A iniciativa pode aquecer o setor de tecnologia globalmente.
No cenário corporativo, a Movida projeta R$ 300 milhões em aluguéis via WhatsApp, em parceria com a Meta. Já a Asaas, após alta de 234% no lucro líquido, anunciou sua maior aquisição, de R$ 150 milhões.



